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Opinião23/11/2012 | 09h18

Paulo Sant'Ana: "O banco de um clube só"

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Na qualidade de ótimo cliente da Caixa Econômica Federal, protesto contra os R$ 31 milhões de patrocínio que ela dará por ano para o Corinthians.

Eu sou gremista, e o Corinthians compete com o Grêmio em diversos certames.

A Caixa é um banco nacional. Ela não pode, sob pena de desagradar a seus clientes, em face da grande importância que o futebol tem para o povo brasileiro, privilegiar só um dos grandes clubes nacionais.

Sei que a Petrobras patrocina ou patrocinou o Flamengo. Mas a Petrobras é um monopólio, não há como deixar de adquirir gasolina que não seja da Petrobras.

No setor bancário, eu posso preferir um banco a outro. Como cliente da Caixa, se ela patrocina o Corinthians e não patrocina o Grêmio, posso retirar meus investimentos da Caixa e transferi-los para o Itaú, por exemplo.

Eu pediria à direção nacional da Caixa que destinasse patrocínio também ao Grêmio e ao Internacional.

É desigual a Caixa patrocinar somente o Corinthians. Se alguém exigir que eu materialize um exemplo para o que estou dizendo, eu colocaria que esses R$ 31 milhões que o Corinthians vai ganhar da Caixa por ano significa o valor de três grandes jogadores de futebol.

Ou seja, com a benesse que a Caixa concede ao Corinthians, o clube paulista já larga na frente do Grêmio, em qualquer disputa, com três grandes jogadores.

É desigual.

Leia a íntegra da coluna na Zero Hora desta terça-feira

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