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Situação crítica21/11/2012 | 17h24

Nível baixo do Sinos e alta carga de poluição colocam em risco os animais e o abastecimento

Monitoramentos mostram pouco oxigênio dissolvido na água e pontos de baixo volume

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Nível baixo do Sinos e alta carga de poluição colocam em risco os animais e o abastecimento Miro de Souza/sapiranga,rio dos sinos,nível baixo de água,jackson müller,arroio sapiranga
Esgoto do Arroio Sapiranga elevou o nível de poluição no Sinos nesta quarta-feira Foto: Miro de Souza / sapiranga,rio dos sinos,nível baixo de água,jackson müller,arroio sapiranga
O momento não poderia ser pior. Na época em que os peixes sobem o Rio dos Sinos para se reproduzirem na parte alta da bacia o rio apresenta baixo volume de água e altas cargas de poluentes. Biólogos apontam que essa soma de fatores pode ser fatal para a vida do Sinos. Nos últimos dias, peixes mortos apareceram na altura de Taquara, no Vale do Paranhana.

Medições realizadas nesta quarta-feira por um grupo de estudantes e professores da Unisinos, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente de Campo Bom, mostraram que o rio está com baixos níveis de oxigênio dissolvido na água em alguns pontos. Pior do que isso, o nível de condutividade está bem acima do considerado normal, o que pode indicar a presença de poluentes pesados.

— A situação é extremamente delicada. Da forma como o rio está, qualquer nova carga de poluentes, mesmo que pequena, pode desencadear uma mortandade de peixes — afirma o biólogo e professor da Unisinos, Jackson Müller.

Não são apenas os animais que sofrem com a situação. Faltando ainda cerca de um mês para a chegada do verão já falta água durante seis horas todos os dias em São Leopoldo. Nesta semana, o Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae) chegou a estudar a ampliação do racionamento para oito horas diárias, mas decidiu manter o rodízio da forma como está.

Em Novo Hamburgo, que assim como São Leopoldo teve que racionar durante o último verão, a situação tem sido acompanhada de perto pela Companhia Municipal de Saneamento (Comusa). Ainda não há racionamento, e a aposta por enquanto é em programas de conscientização. Mesmo assim, o desabastecimento não está descartado.

Falta de chuva

O baixo nível do Rio dos Sinos é resultado de uma soma de fatores. Análises das companhias que distribuem água na região mostram que o consumo tem aumentado durante os dias mais quentes. Outro problema são as lavouras de arroz, que captam água do rio para as plantações.

Neste ano a estiagem que costuma atingir a região chegou mais cedo. De acordo com o Consórcio Público de Saneamento Básico da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Pró-Sinos) até a última segunda-feira choveu menos de 8% da média esperada para o mês de novembro em São Leopoldo.

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