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Culto à tradição 09/11/2012 | 20h20

Município do Vale do Paranhana abre temporada de rodeios no Estado

Entre novembro de 2012 e maio de 2013, são cerca de 40 festas campeiras mensais no RS

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Município do Vale do Paranhana abre temporada de rodeios no Estado Edna Cardoso/Divulgação
Expectativa é de que mais de 20 mil pessoas compareçam na 28ª edição do Rolantchê Internacional Foto: Edna Cardoso / Divulgação

A temporada de rodeios que começa este mês espera reunir um público superior a 1,2 milhão de pessoas, segundo cálculos do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Entre novembro de 2012 e maio de 2013, são cerca de 40 festas campeiras mensais, movimentando a economia e reafirmando o tradicionalismo gaúcho como uma das maiores manifestações culturais do Estado.

O primeiro grande rodeio da temporada acontece neste final de semana, em Rolante, no Vale do Paranhana. É o Rolantchê Internacional, que está em sua 28ª edição. Na terra de Teixeirinha, gaudérios e gaudérias de todo o país enfrentam o calor de bota, bombacha e vestido de prenda.

A professora de educação física Maria de Loures Pereira Jorge viajou de Florianópolis (SC) com o marido Irapuã. O casal dorme em um motor-home que funciona como casa. Um acampamento de luxo, que também serve como recanto para cultivar as amizades.

— É difícil mesmo a gente ficar um sábado em casa, assim né, dependendo, estamos sempre no rodeio — afirma Maria de Lourdes.

Somente nas provas de tiro de laço, são esperadas 350 duplas. E a expectativa é de que mais de 20 mil pessoas compareçam ao rodeio, superando o público do ano passado.

— O pessoal está procurando mais o tradicionalismo, resgatando as tradições gaúchas. E a juventude está conhecendo o que é um cavalo, o que que é a lida campeira. Muita gente toma o leite e não sabe de onde vem, né!? — afirma Claus Vicente Schierholt, presidente da Associação Rolantense de Eventos, que organiza o Rolantchê.

Entre os primeiros colocados nas provas, serão distribuídos um carro zero-quilômetro, cinco motos, um reboque para cavalos, além de valores em dinheiro. De olho na premiação deste e de outros rodeios da temporada, a invernada de danças do CTG Gildo de Freitas, de Porto Alegre, ensaia cinco horas por semana.

— Trabalho em farmácia hospitalar, a gente faz troca de plantões para poder vir, para poder ir nos rodeios. Já abri mão até do futebol — descreve o auxiliar de farmácia André Franco, integrante da invernada.

O culto à tradição também ajuda a aquecer a economia. Para quem trabalha na indústria dos rodeios, a partir de agora não há mais folga aos finais de semana. O comerciante Orlando Toledo, de Gravataí, vende pilchas e encilhas e montou seu bolicho no Rolantchê. Ele projeta:

— Até o mês de maio, a gente espera fazer uns 28, 30 rodeios, espera vender, vamos dizer, 300 pares de botas. E 200, 250 bombachas.

O pecuarista Marcelo de Moraes, de Taquara, também lucra com a temporada de rodeios, alugando gado para as provas campeiras. Em cada armada, ou seja, a cada vez que o laço é arremessado em direção ao boi, ele fatura até R$ 5. São quase 10 mil armadas em um só rodeio, mas sempre de olho no bem estar dos animais.

— Cento e cinquenta cabeças correm, quatro ou cinco armadas em cada cabeça de gado. Aí elas vão para um repouso onde existe água potável e pasto, explica Moraes.

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