No primeiro dia de atendimento com restrição, a emergência do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) não registra transtornos na manhã desta segunda-feira. Os pacientes que chegam ao local passam por triagens e aqueles que não necessitam receber cuidados de urgência são conduzidos a outros locais da Capital.
O tradicional movimento de ambulâncias e vans que trazem pessoas do interior do Estado em busca de atendimento também é considerado menor nesta segunda. A redução do serviço se deve à adequação da estrutura da emergência para a reforma que começa no dia 1º de dezembro (sábado).
Com a obra, a intenção é agilizar o atendimento a pacientes que chegam em estado muito grave. Hoje, essas pessoas, que incluem vítimas em parada cardíaca, por exemplo, são encaminhadas até um setor chamado "box de estabilização" para o primeiro auxílio.
O problema é que essa sala fica no meio do setor de emergência, o que aumenta o trajeto a ser percorrido e o tempo para o socorro. Depois da reforma, esse setor será deslocado para a entrada da emergência, onde hoje é realizada a classificação de risco dos pacientes recém-chegados.
O conjunto de melhorias atende a normas internacionais de qualidade e segurança e inclui a remodelação dos consultórios, a reorganização da área para triagem e a construção de novos boxes para estabilização de doentes graves, além da limpeza dos dutos de ar-condicionado.
Como ficará o atendimento:
- A partir desta segunda-feira, a emergência do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) só atenderá os casos considerados graves, com risco de morte.
- São exemplos de casos que serão atendidos: dor súbita e forte, sangramento, sinais de Acidente Vascular Cerebral (AVC) como tontura, desmaio e perda de força.
- O paciente que passar pela triagem e for classificado com doença de baixo risco será orientado a procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou o posto de saúde da região em que mora.
- São exemplos de baixo risco: dores que persistem há mais de 10 dias sem aumento de intensidade e tonturas. Pessoas com doenças crônicas e sintomas leves de mal-estar também não serão atendidas.
- Não haverá transporte dos pacientes que não forem atendidos no Hospital de Clínicas, por isso, a recomendação é para que o paciente procure outras instituições de saúde.
- A restrição valerá até 12 de dezembro, data prevista para o término dos trabalhos. Durante a reforma, os casos graves serão atendidos em box de urgência.












