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Reflexos da greve21/11/2012 | 08h00Atualizada em 21/11/2012 | 09h44

Movimento em unidades do GHC é considerado dentro da normalidade

Filas estão maiores porque pacientes passam por triagem para atendimento

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Movimento em unidades do GHC é considerado dentro da normalidade Ronaldo Bernardi/
Servidores em greve se concentraram nas dependências do Hospital Conceição Foto: Ronaldo Bernardi

Apesar de acentuado, o movimento nas unidades de saúde controladas pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC) é considerado dentro da normalidade na manhã desta quarta-feira. Às 7h, funcionários de 15 categorias iniciaram a greve anunciada na semana passada.

GALERIA: confira o movimento no Conceição e na UPA Zona Norte

Nos hospitais Conceição e Cristo Redentor, o maior empecilho aos pacientes é o aumento das filas, pois são realizadas triagens para avaliar a situação de cada pessoa. Os servidores garantem o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o diretor técnico do GHC, Neio Lúcio Fraga Pereira, caso seja necessário, há possibilidade de reforço nas equipes.

— Por enquanto (a greve) ocorre sem incidentes. O bloco cirúrgico funciona a pleno no Cristo e no Conceição. No entanto, nas 39 equipes do Programa de Saúde da Família da Zona Norte vai faltar atendimento — afirmou Pereira em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.

 
Espera na emergência do Conceição não registrou anormalidades
Foto: Ronaldo Bernardi


Nesta quarta, três reivindicações dos grevistas serão levadas ao Ministério da Saúde, em Brasília: anuênio de 1% (vantagem no salário após um ano de serviço), vale-alimentação no valor de R$ 350 e prêmio assiduidade (cinco dias de férias para serviores que não tiverem falta).

Em encontro de conciliação com o Tribunal Regional do Trabalho na tarde de terça-feira, foi decidido que os hospitais da rede deverão manter pelo menos 80% do atendimento de emergência.

Os servidores se comprometeram ainda a manter o mesmo percentual de atividade na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Moacyr Scliar e nas UTIs e nos blocos cirúrgicos da rede composta pelos hospitais Conceição, Criança Conceição, Fêmina e Cristo Redentor. Apesar disso, a orientação é de que somente procurem pelas emergências pacientes em situação grave que realmente exija atendimento imediato.

Nas áreas consideradas menos urgentes, o atendimento prestado pelos cerca de 7 mil funcionários vinculados à Associação dos Servidores do Grupo Hospitalar Conceição (ASERGHC) será reduzido pela metade pelo menos até quinta-feira. Isso inclui a área de consultas eletivas e o atendimento prestado nos 12 postos de saúde comunitária vinculados ao Conceição.

 
Na UPA Moacyr Scliar, cerca de 30 pessoas aguardavam atendimento
Foto: Ronaldo Bernardi

Mesmo que as categorias mobilizadas não incluam médicos e odontólogos, a falta de outros profissionais como enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, farmacêuticas, nutricionistas e pessoal administrativo pode limitar a capacidade de acolhimento. Ao todo, o GHC conta com 8,5 mil funcionários.

Quais serviços serão afetados

— Hospitais: Conceição, Criança Conceição, Fêmina, Cristo Redentor

— 12 postos de saúde do Serviço de Saúde Comunitária

— 3 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)

— Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Moacyr Scliar

Emergência

— 80% dos servidores deverão trabalhar, mas a recomendação é de que somente quem estiver em condição grave de saúde procure uma emergência do grupo.

— Se possível, o GHC orienta procurar outro serviço de emergência ou uma unidade básica de saúde, quando não houver real emergência.

Cirurgias

— Será mantido 80% do serviço. Caso necessário, será dada prioridade às cirurgias de emergência e às oncológicas. Nos últimos dias, as eletivas já vinham deixando de ser marcadas.

Consultas

— Como 50% dos servidores de áreas não emergenciais vão trabalhar, o GHC não garante que todas as consultas marcadas serão realizadas. Será dada prioridade aos pacientes que vêm do Interior para se consultar.

Postos de saúde

— Nos pontos vinculados ao Conceição, que atendem uma população de 110 mil pessoas, os servidores em greve vão manter 50% da atividade. Quem puder deve procurar outra unidade de saúde.

Pronto atendimento

— A UPA Moacyr Scliar (na Rua Jerônimo Velmonovitz, esquina com avenida Assis Brasil) deverá contar com 80% da força de trabalho dos profissionais não-médicos. Recomenda-se que só vá à unidade quem realmente precisar de atendimento imediato.

Confira os endereços de outros serviços de pronto atendimento:

— Bom Jesus – Rua Bom Jesus, 410, bairro Bom Jesus

— Cruzeiro do Sul – Avenida Moab Caldas, 400, bairro Santa Tereza

— Lomba do Pinheiro – Estrada João de Oliveira Remião, 5.120, Parada 12, bairro Lomba do Pinheiro

— Restinga – Rua Álvaro Difini, s/n, bairro Restinga

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