No início desta noite, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT) concedeu o pedido de liminar da Carris. A decisão da desembargadora Rosane Serafini Casa Nova determina que o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Porto Alegre mantenha, em funcionamento, 70% da frota de veículos nos horários de "pico" e 50% da frota nos demais horários.
Caso a entidade não consiga convencer os trabalhadores da Carris a cumprirem o determinado, terá que pagar uma multa diária no valor de R$ 15 mil.
Para o presidente do sindicato, Júlio Gamaliel Pires, a entidade não pode ser responsabilizada por uma decisão dos trabalhadores da empresa.
— Não é o sindicato que está paralisando a Carris, mas os trabalhadores. Não podemos chegar lá e obrigar o pessoal a trabalhar. Vamos recorrer, mesmo porque eles querem manter a greve — afirmou Pires.
A estratégia construída pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), segundo o presidente Vanderlei Cappellari, junto aos consórcios Unibus, Conorte e STS deve continuar até que os grevistas cumpram a liminar.
— Se for cumprida, vai atender suficientemente o público usuário das linhas da Carris, mas vamos depender dessa decisão. Vamos fiscalizar a questão do atendimento. Como temos controle eletrônico de toda a frota, vai ser muito simples realizarmos a conferência — explicou Cappellari
Está marcada para segunda-feira de manhã uma audiência de mediação entre as partes no TRT.
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Confira as linahs da Carris que não circularão até o final da greve:
343 Campus / Ipiranga
353 Ipiranga / PUC
431 Carlos Gomes
476 Petrópolis / PUC
510 Auxiliadora
525 Rio Branco / Anita
C1 Circular Centro
C2 Circular Praça XV
C3 Circular Urca
C4 Circular Balada Segura
D43 Universitária
M76 Petrópolis / Madrugada
T1D Assis Brasil / Cidade Baixa - Linha Direta
T2 Praia de Belas / Estação Farrapos
T3 Estação São Pedro / Cristal
T7 Assis Brasil / Praia de Belas
T9 Praça Dom Feliciano / São José (Carris) via IPA
T10 Triângulo / Antônio de Carvalho (UFRGS)
Confira a movimentação no Terminal Triângulo, na Zona Norte:
O que dizem os funcionários em panfletos distribuídos à população:
— excessos de CCs; sucateamento da frota; desleixo e abandono por parte da administração com a manutenção e a oficina;
— terminais em péssimas condições de uso e convívio, sendo que convive no mesmo espaço. Mau cheiro de lixo em banheiros junto ao refeitório (T4 Norte, T11 Sul);
— sucateamento da oficina, canibalismo e desmanche de carros novos, valas cheias de água parada, telhados quebrados. Recepção sem proteção para as intempéries. Pátio mal conservado;
— uniforme de péssima qualidade e sempre em falta;
— falta de planejamento do estoque, faltando peças, o que ocasiona superlotação dos ônibus e atrasos nos horários;
— situações de assédios;
— falta de segurança para a tripulação e passageiros.








