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Saúde na Capital26/11/2012 | 00h21Atualizada em 26/11/2012 | 00h22

Hospital de Clínicas reduz nesta segunda-feira os atendimentos na emergência

Só casos considerados graves, com risco de morte, serão atendidos

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A partir desta segunda-feira, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) restringirá os atendimentos na emergência a casos graves, em razão da reforma que deve começar no próximo sábado. Inicialmente prevista para ocorrer entre 19 de novembro e 4 de dezembro, a obra foi adiada por causa da paralisação de funcionários do Grupo Hospitalar Conceição (GHC).

Com a obra, a intenção é agilizar o atendimento a pacientes que chegam em estado muito grave. Hoje, essas pessoas, que incluem vítimas em parada cardíaca, por exemplo, são encaminhadas até um setor chamado "box de estabilização" para o primeiro auxílio. O problema é que essa sala fica no meio do setor de emergência, o que aumenta o trajeto a ser percorrido e o tempo para o socorro. Depois da reforma, esse setor será deslocado para a entrada da emergência, onde hoje é realizada a classificação de risco dos pacientes recém-chegados.

O conjunto de melhorias atende a normas internacionais de qualidade e segurança e inclui a remodelação dos consultórios, a reorganização da área para triagem e a construção de novos boxes para estabilização de doentes graves, além da limpeza dos dutos de ar-condicionado.

Para os trabalhos, o local precisa estar vazio até o sábado, quando as obras têm início. Durante esta semana, os pacientes serão transferidos para unidades de internação do hospital e outras instituições. A supervisora de enfermagem Simone Schenatto diz que, até 12 de dezembro, quando será concluída a reforma, o atendimento será restrito a casos graves.

Como ficará o atendimento:

- A partir de desta segunda-feira, a emergência do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) só atenderá os casos considerados graves, com risco de morte.

- São exemplos de casos que serão atendidos: dor súbita e forte, sangramento, sinais de Acidente Vascular Cerebral (AVC) como tontura, desmaio e perda de força.

- O paciente que passar pela triagem e for classificado com doença de baixo risco será orientado a procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou o posto de saúde da região em que mora.

- São exemplos de baixo risco: dores que persistem há mais de 10 dias sem aumento de intensidade e tonturas. Pessoas com doenças crônicas e sintomas leves de mal-estar também não serão atendidas.

- Não haverá transporte dos pacientes que não forem atendidos no Hospital de Clínicas, por isso, a recomendação é para que o paciente procure outras instituições de saúde.

- A restrição valerá até 12 de dezembro, data prevista para o término dos trabalhos. Durante a reforma, os casos graves serão atendidos em box de urgência.

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