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Transporte público30/11/2012 | 05h05Atualizada em 30/11/2012 | 12h07

Funcionários da Carris realizam paralisação em Porto Alegre

Sindicato garante que só 30% do efetivo trabalharia até as 8h desta sexta-feira

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Funcionários da Carris realizam paralisação em Porto Alegre Bruno Alencastro/Agencia RBS
Usuários do transporte coletivo sofreram reflexos da paralisação no início da manhã Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS

Após duas horas de reunião na madrugada desta sexta-feira, funcionários da companhia de transporte público Carris Porto-Alegrense decidiram paralisar parcialmente as atividades. Segundo a Rádio Gaúcha, dos cerca de 380 veículos da empresa, por volta de 30 estão em circulação.

GALERIA: confira mais imagens da paralisação e dos reflexos nas paradas

André Prates, presidente da Comissão dos Funcionários da Carris, garante que só 30% da frota da empresa estará nas ruas até as 8h. Depois do horário, a situação seria normalizada, o que acabou não ocorrendo. Já no início da manhã, usuários relatavam atrasos de coletivos em paradas da Capital.

O presidente da Carris, Sérgio Zimmermann, no entanto, não acredita na força da paralisação. Ele garante ainda que a empresa tem um plano de emergência e que os usuários não serão afetados caso ela ocorra.

— Não está dentro do ideal, mas, parcialmente, estamos conseguindo botar os onibus nas ruas — disse ele, por volta das 6h.

 
Servidores paralisados tentaram barrar saída de veículos
Foto: Bruno Alencastro


De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre, Julio Pires, os trabalhadores da Carris reivindicam a instalação de banheiros masculinos e femininos nos terminais de ônibus da empresa, uniformes e melhores abrigos.

Os funcionários paralisados se reuniram em frente à sede da Carris, no bairro Partenon. Entre as reivindicações, está o pagamento de um bônus de R$ 800 para a data de hoje, o que não teria ocorrido.

A empresa de ônibus opera em 29 linhas e transporta aproximadamente 300 mil pessoas diariamente.

 
Paralisação foi decidida durante a madrugada
Foto: Bruno Alencastro


O que dizem os funcionários em panfletos distribuídos à população:

— excessos de CCs; sucateamento da frota; desleixo e abandono por parte da administração com a manutenção e a oficina;

— terminais em péssimas condições de uso e convívio, sendo que convive no mesmo espaço. Mau cheiro de lixo em banheiros junto ao refeitório (T4 Norte, T11 Sul);

— sucateamento da oficina, canibalismo e desmanche de carros novos, valas cheias de água parada, telhados quebrados. Recepção sem proteção para as intempéries. Pátio mal conservado;

— uniforme de péssima qualidade e sempre em falta;

— falta de planejamento do estoque, faltando peças, o que ocasiona superlotação dos ônibus e atrasos nos horários;

— situações de assédios;

— falta de segurança para a tripulação e passageiros.

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