Após duas horas de reunião na madrugada desta sexta-feira, funcionários da companhia de transporte público Carris Porto-Alegrense decidiram paralisar parcialmente as atividades. Segundo a Rádio Gaúcha, dos cerca de 380 veículos da empresa, por volta de 30 estão em circulação.
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André Prates, presidente da Comissão dos Funcionários da Carris, garante que só 30% da frota da empresa estará nas ruas até as 8h. Depois do horário, a situação seria normalizada, o que acabou não ocorrendo. Já no início da manhã, usuários relatavam atrasos de coletivos em paradas da Capital.
O presidente da Carris, Sérgio Zimmermann, no entanto, não acredita na força da paralisação. Ele garante ainda que a empresa tem um plano de emergência e que os usuários não serão afetados caso ela ocorra.
— Não está dentro do ideal, mas, parcialmente, estamos conseguindo botar os onibus nas ruas — disse ele, por volta das 6h.
Servidores paralisados tentaram barrar saída de veículos
Foto: Bruno Alencastro
De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre, Julio Pires, os trabalhadores da Carris reivindicam a instalação de banheiros masculinos e femininos nos terminais de ônibus da empresa, uniformes e melhores abrigos.
Os funcionários paralisados se reuniram em frente à sede da Carris, no bairro Partenon. Entre as reivindicações, está o pagamento de um bônus de R$ 800 para a data de hoje, o que não teria ocorrido.
A empresa de ônibus opera em 29 linhas e transporta aproximadamente 300 mil pessoas diariamente.
Paralisação foi decidida durante a madrugada
Foto: Bruno Alencastro
O que dizem os funcionários em panfletos distribuídos à população:
— excessos de CCs; sucateamento da frota; desleixo e abandono por parte da administração com a manutenção e a oficina;
— terminais em péssimas condições de uso e convívio, sendo que convive no mesmo espaço. Mau cheiro de lixo em banheiros junto ao refeitório (T4 Norte, T11 Sul);
— sucateamento da oficina, canibalismo e desmanche de carros novos, valas cheias de água parada, telhados quebrados. Recepção sem proteção para as intempéries. Pátio mal conservado;
— uniforme de péssima qualidade e sempre em falta;
— falta de planejamento do estoque, faltando peças, o que ocasiona superlotação dos ônibus e atrasos nos horários;
— situações de assédios;
— falta de segurança para a tripulação e passageiros.













