Versão mobile

Paralisação na Capital30/11/2012 | 07h58

Funcionários da Carris devem esperar por reunião na prefeitura para decidir sobre fim da paralisação

Encontro com a direção da companhia e o prefeito José Fortunati ocorrerá às 9h30min

Enviar para um amigo
Funcionários da Carris devem esperar por reunião na prefeitura para decidir sobre fim da paralisação Bruno Alencastro/Agencia RBS
De braços cruzados, servidores se reuniram em frente à sede da empresa Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS

Os funcionários da Carris que estão paralisados desde a madrugada desta sexta-feira na Capital pretendem esperar o resultado de uma reunião na prefeitura para decidir sobre os rumos da manifestação. De acordo com o secretário-geral do Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre, Jarbas Franco, o prefeito José Fortunati deve se encontrar com a direção da Carris às 9h30min.

GALERIA: confira mais imagens da paralisação e dos reflexos nas paradas

— Vamos esperar a resposta do encontro, caso contrário vamos decidir o que será feito. (A paralisação) Começou como uma manifestação, mas como não houve convencimento os funcionários se mobilizaram e decidiram não sair — disse Franco em entrevista à Rádio Gaúcha.

 
Paradas ficaram lotadas nas primeiras horas da manhã
Foto: Bruno Alencastro

Além das reivindicações de melhores condições de trabalho, os servidores alegam não terem recebido um prêmio motivacional de R$ 800, que deveria ser pago nesta sexta-feira. Conforme Franco, a categoria ficou sabendo apenas na noite de quinta-feira que o valor, estabelecido em contrato, não seria pago.

— Em reunião (a Carris) falou que pagaria. Agora deixaram para um último momento o aviso de que não ocorreria (o pagamento).

O presidente da Carris, Sérgio Zimmermann, garantiu que a companhia trabalha para estabelecer um regramento que satisfaça a todas as partes. Segundo ele, a paralisação dificulta um acordo entre empresa e funcionários.

 
Paralisação foi decidida durante a madrugada
Foto: Bruno Alencastro

— Os manifestantes estão irredutíveis, o que dificulta as negociações. Estamos repensando o prêmio — afirmou Zimmermann à Rádio Gaúcha sem informar maiores detalhes sobre o não pagamento do bônus.

Zimmermann alega que há uma "operação paralela" à paralisação dos funcionários da Carris para que os usuários do transporte coletivo não sejam afetados. No entanto, apenas 15% da frota está nas ruas nesta manhã.

O que dizem os funcionários em panfletos distribuídos à população:

— excessos de CCs; sucateamento da frota; desleixo e abandono por parte da administração com a manutenção e a oficina;

— terminais em péssimas condições de uso e convívio, sendo que convive no mesmo espaço. Mau cheiro de lixo em banheiros junto ao refeitório (T4 Norte, T11 Sul);

— sucateamento da oficina, canibalismo e desmanche de carros novos, valas cheias de água parada, telhados quebrados. Recepção sem proteção para as intempéries. Pátio mal conservado;

— uniforme de péssima qualidade e sempre em falta;

— falta de planejamento do estoque, faltando peças, o que ocasiona superlotação dos ônibus e atrasos nos horários;

— situações de assédios;

— falta de segurança para a tripulação e passageiros.

Notícias Relacionadas

Transporte público 30/11/2012 | 05h05

Funcionários da Carris realizam paralisação em Porto Alegre

Sindicato garante que só 30% do efetivo trabalharia até as 8h desta sexta-feira

Siga perfis de ZH no Twitter

clicRBS
Nova busca - outros