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Acidente aéreo20/11/2012 | 00h00

Estudante gaúcho morre em queda de avião nos Estados Unidos

A aeronave em que Marcelo Rugini, 24 anos, estava bateu em uma caminhonete no momento da decolagem, perdeu o controle e explodiu ao cair em um terreno próximo

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Estudante gaúcho morre em queda de avião nos Estados Unidos Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Em foto de 2009, o estudante Marcelo Rugini nos Estados Unidos Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal
Determinado, o estudante Marcelo Rugini, 24 anos, mudou-se para os Estados Unidos há quase sete anos em busca de especialização. Na sexta-feira, o jovem de Muliterno, no norte do Rio Grande do Sul, morreu em um acidente de avião de pequeno porte, em Owls Head, no Estado norte-americano do Maine.

Outras duas pessoas perderam a vida no acidente. De acordo com o site Bangor Daily News, a aeronave Cessna 172 bateu em uma caminhonete no momento da decolagem no aeroporto regional de Knox County, perdeu o controle e caiu em um terreno próximo ao local. Na queda, o avião explodiu e, além de Marcelo, morreram David Cheney, 22 anos, e William Hannigan III, 24 anos.

Até ontem, a polícia ainda não sabia quem estava pilotando o monomotor. A Federal Aviation Administration (FAA ) e a National Transportation Safety Board (NTSB) investigam as causas do acidente.

Conforme o pai, Armando Rugini, 56 anos, Marcelo e os amigos faziam um passeio pela um região — um dos colegas era piloto.

Após se formar como técnico agrícola no campus do município de Sertão do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), em 2008, Marcelo foi convidado para participar de um estágio nos Estados Unidos. Passou oito meses no Exterior, retornou para o interior do Estado e, depois, voltou aos EUA para mais duas temporadas, até decidir cursar a faculdade de agricultura sustentável na Universidade de Maine. Conquistou uma bolsa de estudos na instituição norte-americana e não retornou mais a Muliterno. Morava em uma república com outros 20 estudantes e trabalhava em uma fazenda em Nobleboro.

A razão de o jovem não retornar, explica o pai, era o medo de que o visto para entrar novamente nos EUA fosse negado e ele perdesse o investimento nos estudos.

— O Marcelo sempre foi muito alegre e divertido. Todos tinham uma grande admiração por ele. Sempre foi aplicado no colégio, e eu sei que lá ele era premiado por tirar boas notas, tudo acima de nove — descreve o agricultor.

No dia anterior ao acidente (uma quinta-feira), a família falou pela última vez com o jovem. Acostumada a conversar no domingo com o filho — ou eventualmente durante a semana, mas à noite — a mãe Maria de Lurdes ficou surpresa com a ligação.

— Ele ligou apenas para saber como todo mundo estava, perguntou sobre mim, sobre a irmã e sobre a comunidade. Ela (a mãe de Marcelo) ficou intrigada. Não que tivesse algum problema ele ligar, mas não era comum. Foi um pressentimento dele, não teve outra explicação — relata o pai.

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