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Do plástico à paixão09/11/2012 | 20h07

Empresa de Três Coroas se especializa em fabricar réplicas de estádios de futebol

Olímpico e Beira-Rio estão entre os modelos produzidos no município do Vale do Paranhana

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Empresa de Três Coroas se especializa em fabricar réplicas de estádios de futebol Lauro Alves/Agencia RBS
Estádios Beira-Rio, Olímpico, Morumbi e Mineirão são produzidos em miniatura Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

O palco de grandes emoções para quem vive o futebol começa a ganhar um espaço na sala dos torcedores. Pelas mão delicadas de quatro mulheres de Três Coroas, passa a montagem de miniaturas dos estádios dos clubes. Para os gremistas é a oportunidade de guardar uma lembrança do Estádio Olímpico, que será demolido em 2013. Para os colorados é a possibilidade de levar para casa a versão nova do Beira-Rio, já com a cobertura. 

Localizada nos fundos de uma fábrica de solados para calçados no município do Vale do Paranhana, a linha de produção da Réplicas Real ainda é pequena perto da proporção que o negócio tem ganhado. A empresa comprou o licenciamento de cinco clubes para fabricar as miniaturas dos estádios.

Torcedores de Grêmio, Internacional, São Paulo, Cruzeiro e Atlético MG já podem levar uma cópia idêntica do que, para muitos, é uma segunda casa. As miniaturas têm 42 centímetros de comprimento, acendem as luzes e tocam o hino do clube. São produzidas a partir de fotos e visitas aos estádios, nas cores e com a bandeira do time. 

O projeto nasceu há três anospor sugestão de um ex-sócio da empresa apaixonado por futebol. A ideia inicial era fabricar os modelos em papelão, mas as miniaturas eram pouco duráveis. Depois de anos produzindo componentes para calçados, o empresário Flávio Saueressig buscava uma alternativa de diversificação que o fizesse depender menos dos altos e baixos do setor calçadista. 

— Foi quando surgiu a ideia de fazermos peças em plástico, com a mesma tecnologia usada nos solados de calçados, que montadas dariam forma aos estádios. Isso nos exigiu um investimento bem maior, mas garantiu a durabilidade do produto — explica o empresário. 

Definir o modelo dos estádios não foi o maior desafio da empreitada. Difícil mesmo foi convencer os clubes da seriedade do projeto daquela pequena empresa de Três Coroas. Primeiro clube procurado, o Inter rejeitou a parceria na época. A empresa gaúcha recebeu o voto de confiança inicial de um time mineiro. Depois de procurar a direção, acertou com o Cruzeiro e começou sua produção. 

Para cada estádio são criadas diferentes peças. Para pagar o licenciamento aos clubes e as matrizes dos componentes, a empresa já investiu cerca de R$ 2 milhões que o empresário tirou de seu negócio no calçado.


 
Miniaturas têm até iluminação própria
Foto: Lauro Alves, Agência RBS

O retorno está apenas começando a aparecer. Grandes redes de lojas virtuais e físicas estão fechando pedidos. Inicialmente, as réplicas mais pedidas eram as do Morumbi, estádio do São Paulo, mas nos últimos meses as miniaturas dos estádios gaúchos começaram a virar o jogo nas planilhas da Réplicas Real. 

Projeto Arena e Copa 2014 

Atualmente a empresa negocia com outros clubes. Nos próximos meses, é possível que se inicie a fabricação de réplicas da Arena Corinthians, do novo estádio do Palmeiras e também da Vila Belmiro, estádio do Santos.

Para os gremistas ansiosos por ter uma cópia da nova casa, a empresa explica que está em negociações para iniciar a produção dos modelos da Arena. Um projeto em 3D foi montado para ser apresentado à direção do Grêmio. 

— Temos também o projeto de produzir réplicas dos 12 estádios que serão palco dos jogos da Copa do Mundo no Brasil. Esse é um negócio que tem tudo para crescer — ressalta Saueressig. 

Linha de produção é formada por mulheres 

A empresa começou produzindo cerca de 100 peças por mês. Hoje, a capacidade da linha de produção é para montar 100 miniaturas por dia. São oito pessoas trabalhando na pintura, colagem e montagem dos estádios. 

— Nossa demanda varia também com o momento do clube. Se o time em campo está bem os torcedores compram mais. Se a coisa vai mal as vendas diminuem — lembra gerente administradora, Tatiana Saueressig. 

Para que cada detalhe fique no seu devido lugar, quatro mulheres são responsáveis pela montagem e colagem final das partes. Depois de anos fazendo tricô e crochê, dona Hilda Ronnau, 57 anos, usa a habilidade com as mãos para dar forma aos estádios. Ela trabalha na empresa há um ano, e sabe o quanto cada uma das peças que ajuda a fabricar mexe com os torcedores. 

— É um trabalho que requer habilidade e precisão. Tudo precisa ficar perfeito para que o cliente identifique o estádio do seu time na réplica — conta.

Saiba mais

Réplicas Real
Preço: R$ 199,90
Site: www.replicasreal.com.br
Contato: 0800 643 3077

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