Um acidente que poderia ter terminado em tragédia mudou a história da família Magalhães, de Sarandi, no norte do Estado. A pequena Nicole Magalhães, de um ano e cinco meses, sobreviveu quase ilesa após ser atropelada pelo tio, de 36 anos, na tarde de sábado.
A roda traseira do carro passou por cima da menina, que ficou apenas com as marcas do pneu nas costas e no braço. Para a mãe Silvana Morais de Oliveira, 35 anos, auxiliar de produção, foi como ter visto a filha nascer de novo.
_ Eu olho para ela e não consigo acreditar que está viva. Foi Deus que devolveu ela pra mim.
Na casa onde mora, no bairro Centro, Nicole brincava com a irmã de oito anos quando o tio saía de ré com um Brava da garagem, por volta das 17h. A menina, que corria pelo pátio, parou atrás do carro e foi atropelada. Quando ouviu o choro de Nicole, o tio voltou com o veículo para frente. Desmaiada, ela foi socorrida pela mãe e levada ao Hospital Comunitário de Sarandi.
O médico que atendeu Nicole, Rômulo Gradin, conta que a mãe e o tio chegaram apavorados ao hospital, implorando para que a menina fosse salva. Nicole estava acordada e chorava muito no momento do atendimento.
_ Quando soube que ela tinha sido atropelada imaginei um quadro muito pior. O anjo da guarda dela é muito forte _ comenta o anestesista.
Segundo ele, nestes casos, o comum é que os lesionados apresentem fraturas nas costelas e há um risco muito grande de hemorragia interna e perfuração do pulmão, que podem levar à morte. Nicole apresentou apenas arranhões e as marcas do pneu.
A mãe conta que, enquanto Nicole passava por exames, começou a ligar para os amigos para que rezassem por ela. O tio, que passou por momentos de desespero, ainda não se recuperou do atropelamento.
_ Meu irmão se culpa muito por não ter visto ela atrás do carro, mas o importante é que a Nicole está viva _ relata Silvana.












