Começa no sábado a reforma na emergência do Hospital de Clínicas (HCPA) de Porto Alegre. Durante o período de obras, que deve se estender até o dia 12, apenas casos graves, com risco de morte, serão atendidos na urgência.
O conjunto de melhorias atende a normas internacionais de qualidade e segurança e inclui a remodelação dos consultórios, a reorganização da área para triagem e a construção de novos boxes para estabilização de doentes graves, além da limpeza dos dutos de ar-condicionado.
A administração do Clínicas solicita que a população procure outros estabelecimentos de saúde. O esvaziamento do setor ocorreu de forma gradual durante a semana, já que as obras irão gerar poluição sonora e ambiental e exigir o desligamento total do sistema de ar-condicionado.
Com a reforma, a intenção é agilizar o atendimento a pacientes que chegam em estado muito grave. Hoje, essas pessoas, que incluem vítimas em parada cardíaca, por exemplo, são encaminhadas até um setor chamado "box de estabilização" para o primeiro auxílio.
O problema é que essa sala fica no meio do setor de emergência, o que aumenta o trajeto a ser percorrido e o tempo para o socorro. Depois da reforma, esse setor será deslocado para a entrada da emergência, onde atualmente é realizada a classificação de risco dos pacientes recém-chegados.
Como ficará o serviço
— Até o fim da obra, a emergência só atenderá os casos considerados graves, com risco de morte.
— São exemplos de casos que serão atendidos: dor súbita e forte, sangramento, infarto, parada cardíaca, sinais de Acidente Vascular Cerebral (AVC) como tontura, desmaio e perda de força.
— O paciente que passar pela triagem e for classificado com doença de baixo risco será orientado a procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou o posto de saúde da região em que mora.
— São exemplos de baixo risco: dores que persistem há mais de 10 dias sem aumento de intensidade e tonturas. Pessoas com doenças crônicas e sintomas leves de mal-estar também não serão atendidas.
— Não haverá transporte dos pacientes que não forem atendidos no Hospital de Clínicas, por isso, a recomendação é para que o paciente procure outras instituições de saúde.













