Em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira, professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) ligados ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior no Estado (Andes-RS), decidiram pela manutenção da greve por tempo indeterminado.
Segundo Carlos Alberto Saraiva Gonçalves, presidente a Andes/UFRGS, a decisão pela reprovação da proposta do governo e pela manutenção da greve foram unânimes. Ainda, a assembleia decidiu pedir a suspensão do calendário à Reitoria por todo o tempo que durar a greve.
— Há duas semanas de aulas a serem recuperadas do primeiro semestre, sem contar o início do próximo, que deve ser adiado — afirmou Gonçalves.
Cerca de 20% dos professores da universidade são ligados ao sindicato, que, em conjunto com a Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior de Porto Alegre (Adufrgs), devem somar 70% do corpo docente. O restante, de acordo com Gonçalves, são considerados independentes.
A Adufrgs, segundo o seu vice-presidente Carlos Scherer, não reconhece a outra entidade como um sindicato representativo da classe na universidade. Scherer afirma que o resultado do plebiscito encerrado na quinta-feira, no qual cerca de 80% dos votantes decidiram aceitar a proposta do governo e voltar ao trabalho, será debatido em assembleia a ser realizada na segunda-feira.
— Os professores querem trabalhar, a votação fala por si só — pontuou Scherer.












