Depois do incêndio06/06/2012 | 04h35

Pesquisas na Antártica serão retomadas, mas com limitações

Sem base própria, destruída pelo fogo em fevereiro, cientistas terão pouca mobilidade

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Pesquisas na Antártica serão retomadas, mas com limitações Armada de Chile/Divulgação
Incêndio atingiu base brasileira na Antártica em fevereiro, deixando dois militares mortos Foto: Armada de Chile / Divulgação

Uma reunião entre militares e cientistas, nesta quarta-feira, em Brasília, define como serão retomadas as pesquisas brasileiras na Antártica, 102 dias após o incêndio que destruiu 70% da estação Comandante Ferraz.

Na última sexta, o governo contratou, por R$ 2,3 milhões, uma empresa para dar início à retirada dos escombros.

No encontro desta quarta, pesquisadores e membros da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, responsáveis pela logística das operações, discutirão as limitações das pesquisas que serão retomadas no local no próximo verão.

Sem uma base própria, os cientistas terão pouca mobilidade e muitos terão de continuar os estudos no Brasil.

— A tendência é de que 20% dos projetos não tenham saídas de campo. Neste primeiro ano, a prioridade será dada à investigação oceanográfica, realizada nos navios — indica o professor Jefferson Simões, delegado brasileiro no Comitê Científico Internacional de Pesquisa Antártica.

Os pesquisadores também farão trabalhos em acampamentos ou em estações de outros países, como a equipe de gaúchos e cariocas que devem se instalar na base chilena Escudero, na Ilha Rei George, nas proximidades da Ferraz.

Ainda existe a possibilidade de o Brasil empregar na próxima edição da Operação Antártica (Operantar) um terceiro navio, provavelmente locado, já que o Ary Rongel deve apoiar a retirada dos escombros da estação, enquanto o Almirante Maximiano ficará focado em receber os cientistas. O foco de pesquisa nas águas austrais irá diminuir conforme avançar a reconstrução da base.

No incêndio de 25 de fevereiro, morreram dois militares brasileiros e 40% das pesquisas foram prejudicadas. Desde então, o governo brasileiro conseguiu somente limpar e vedar o que sobrou das instalações. A remoção do material queimado começa em novembro e deve terminar em março de 2013.

Módulos emergenciais deverão ser comprados

Na sexta-feira, o Diário Oficial da União publicou um contrato com a empresa Sotreq. Será usado maquinário e equipamentos para preparar o terreno que receberá os Módulos Antárticos Emergenciais (MAE), que devem ser comprados nos próximos meses. Abrigo da equipe envolvida na retirada dos escombros, as estruturas serão usadas por cientistas e pelas equipes que construirão o novo posto.

— No auge do trabalho, entre dezembro e janeiro, 65 pessoas atuarão na remoção de cerca de mil toneladas de resíduos, como cinzas e metal queimado — explica a arquiteta Cristina Engel, coordenadora do Laboratório de Planejamento e Projeto da Universidade Federal do Espírito Santo, que colabora com a parte técnica do projeto de reconstrução de Ferraz.

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