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27/06/2012 | 21h21

Obra da trincheira da Rua Anita Garibaldi é adiada outra vez na Capital

Prefeitura planeja novos encontros com a comunidade para debater construção

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Obra da trincheira da Rua Anita Garibaldi é adiada outra vez na Capital Jean Schwarz/Agencia RBS
Manifestantes ocupavam a esquina da Rua Anita Garibaldi com a Avenida Carlos Gomes durante o sinal vermelho Foto: Jean Schwarz / Agencia RBS

Prevista para começar na quinta-feira, a construção da trincheira da Rua Anita Garibaldi sob a Avenida Carlos Gomes, em Porto Alegre, foi adiada nesta quarta-feira pela terceira vez. Novos encontros com moradores que rejeitam a obra deverão ser marcados nos próximos dias pela prefeitura.

Apesar do atraso, o secretário municipal de Gestão e Acompanhamento Estratégico, Urbano Schmitt, diz estar tranquilo com os prazos. A trincheira da Anita é uma das obras da Copa de 2014, e tem previsão de conclusão para 12 meses. Em acordo fechado com a Caixa Econômica Federal, as obras da Copa poderão iniciar até dezembro deste ano, garantindo uma folga — o prazo anterior era 29 de julho.

— Nós já tivemos quatro reuniões com a comunidade e vamos continuar a discutir — afirmou o secretário.

Moradores da região da Anita, entre os bairros Boa Vista e Mont'Serrat, fizeram um protesto contra a obra nesta quarta-feira com distribuição de panfletos, exibição de faixas e cantorias. Depois de circular nas redes sociais, na véspera, a informação de que haveria trancamento de trânsito, os participantes acabaram aproveitando o sinal vermelho no cruzamento da Anita com a Avenida Carlos Gomes para se manifestar, abrindo as vias no verde. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) confirmou que não houve prejuízo à circulação de veículos.

— Eu abordei várias pessoas no trânsito. Elas dizem que são a favor (da obra). Quando começamos a explicar o que vai acontecer, todo mundo diz "eu não sabia que era isso, eu achei que vocês estavam brigando por causa das árvores" (que serão cortadas na obra) — disse a representante comercial Luciana Zanini, 41 anos, uma das organizadoras do movimento.

Os manifestantes prometem outro protesto para o meio-dia de sábado. Ainda não há datas para os encontros dos moradores com representantes da prefeitura nem para o recomeço da obra.

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