Fogo em coletivos26/06/2012 | 08h39

Em meio a onda de crimes, dois ônibus são incendiados em São Paulo

Veículos ficaram destruídos nas zonas Leste e Sul da Capital paulista

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Em meio a onda de crimes, dois ônibus são incendiados em São Paulo CRISTIANO NOVAIS/AE
Vista de um ônibus que foi incendiado por criminosos na Rua Professor Arnaldo João Semeraro, no Sacomã, zona sul de São Paulo Foto: CRISTIANO NOVAIS / AE

Dois ônibus foram incendiados na noite de segunda-feira e madrugada desta terça em Sapopemba, na zona leste de São Paulo, e no Sacomã, na Zona Sul. As ações dos criminosos acontecem no momento em que as polícias do Estado de São Paulo estão em alerta em razão de uma série de execuções de policiais militares e ataques a bases da PM, ocorridos neste mês.

Em Guarulhos, na Grande São Paulo, um homem foragido da Justiça foi preso a cerca de 50 metros de uma base da PM, sob suspeita de passar informações para criminosos sobre a movimentação na Companhia da Polícia Militar (PM).

Eram 22h35min de segunda-feira quando um ônibus intermunicipal que saiu do Terminal Rodoviário do Tietê em direção a São Caetano, na Grande São Paulo, parou na altura do número 400 da Avenida Arquiteto Vilanova Artigas. Segundo o motorista, que estava sozinho no coletivo, um menino de aproximadamente 14 anos, com uma garrafa de refrigerante na mão, deu o sinal de parada.

Quando a porta se abriu, outros três meninos, de mesma idade aproximada, correram para junto do ônibus. Um deles, com a mão debaixo da blusa, disse estar armado e mandou o condutor descer. O veículo foi então incendiado, provavelmente com o líquido que estava na garrafa, segundo o motorista.

Na Rua Professor João Semeraro, em uma praça próxima à favela do Parque Bristol, quatro homens atearam fogo a um ônibus da empresa Via Sul. O motorista, José Jurandir dos Santos, de 31 anos, contou que estava parado com o coletivo esperando o horário marcado para a próxima viagem. Ele e o cobrador José Sobral da Silva, de 57 anos, foram então surpreendidos pelos criminosos, que os mandaram descer.

— Na hora tentei puxar minha bolsa. Um dos homens não gostou e falou: "vou atirar nesse cara". Corri então sem pegar nada — relatou Santos.

Ele disse que um bandido usou um maçarico para atear fogo. A bolsa em que estava a chave e documento do carro particular do motorista foram consumidos pelas chamas.

Suposto olheiro

O detento Fernando Júnior da Silva, de 27 anos, que afirmou à PM ser integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e que não retornou para a cadeia após gozar do benefício da saída temporária de Páscoa, foi recapturado, por volta das 15h de segunda-feira, a cerca de 50 metros da base da 1ª Companhia do 15º Batalhão da PM, na esquina da Rua Silvio Barbosa com a Rua Guaporé, no bairro Mikail, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Ao passar a pé em frente à base e permanecer no entorno observando muito o movimento dentro dela, Silva despertou suspeitas nos policiais e foi abordado. Com tatuagens pelo corpo típicas de integrantes da facção, o criminoso, que cumpria pena na Penitenciária de Itirapina, região central do Estado, a 215 quilômetros da Capital, saiu da unidade prisional após receber a liberdade temporária de Páscoa, no dia 5 de abril, mas não retornou para a cadeia, o que deveria ter ocorrido no dia 9.

Segundo os policiais, ele seria um "olheiro", auxiliando os comparsas nos planos de ataque à bases policiais. Desarmado, Silva foi encaminhado para a Cadeia Pública anexa ao 1º Distrito Policial de Guarulhos, no Centro.

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