Violações dos direitos humanos11/05/2012 | 09h03

Não há clima para revanchismo e perseguição, diz membro da Comissão da Verdade

Natural de Passo Fundo, Gilson Dipp garantiu que grupo trabalhará no estrito termo da lei

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Não há clima para revanchismo e perseguição, diz membro da Comissão da Verdade  Marcello Casal Jr/ABR
Natural de Passo Fundo, o ministro do STJ Gilson Dipp é um dos sete integrantes da comissão Foto: Marcello Casal Jr / ABR

Anunciado ontem como um dos sete membros da Comissão da Verdade, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Langaro Dipp afastou qualquer clima de revanchismo e perseguição do trabalho, previsto para começar na próxima quarta-feira, quando os integrantes tomam posse. O grupo terá a responsabilidade de aclarar supostos crimes cometidos durante períodos de exceção — em especial, no regime militar (1964-1985).

Gaúcho de Passo Fundo, Dipp garantiu nesta sexta-feira que os membros atuarão no estrito termo da lei que criou a comissão.

— Vamos fazer todas as diligências possíveis para esclarecer as graves violações dos direitos humanos e práticas de tortura no período referido da lei e promover a reconciliação da verdade. Em dois anos, vamos ter um material significativo para o relatório final — afirmou, em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.

O ministro classificou de "alarme falso" a preocupação de alguns setores da sociedade, principalmente os militares, de que a Lei da Anistia seja desrespeitada pela comissão.

— Não há clima para revanchismo. A comissão não tem poderes jurisdicionais e muito menos persecutórios. É mais um alarme falso. A verdade, sim, virá a tona em todos os seus detalhes, porque esse é o objetivo da comissão. Mas não acredito em nenhum temor.

Trabalho por dois anos

A comissão apontará, sem poder de punir, responsáveis por mortes, torturas e desaparecimentos na ditadura e funcionará por dois anos. Ao fim do prazo, a comissão deverá elaborar relatório em que detalhará as violações.

Em fevereiro, grupos de militares da reserva reagiram contra a criação da Comissão da Verdade. Em nota, clubes das três Forças Armadas, que representam militares fora da ativa, criticaram a presidente Dilma Rousseff por ela não ter demonstrado “desacordo” em relação a declarações feitas por duas ministras e pelo PT sobre a ditadura.

Os membros

— José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça
— Gilson Dipp, ministro do STJ e do TSE
— Rosa Maria Cardoso da Cunha, amiga e ex-advogada de Dilma durante o regime militar
— Cláudio Fonteles, ex-procurador-geral
— Maria Rita Kehl, psicanalista
— José Paulo Cavalcanti, jurista
— Paulo Sérgio Pinheiro, diplomata

Ouça a entrevista na íntegra

Comentar esta matéria Comentários (4)

José Antonio

Sempre a mesma LOROTA.Se não ´há motivo maior para criar uma comissão,então é só para fazer gastos desnecessários.Onde vai se reunir a famigerada comissão?Quem paga este deslocamento?E as diárias de hotéis, e que hotéis?Como este governo gosta de atirar dinheiro pela janela, é impressionante !!!!!!

11/05/2012 | 12h08 Denunciar

P@ulo

É verdade, o que querem mesmo é mais indenizações e enriqueceram com o dinheiro do povo trabalhador brasileiro.

11/05/2012 | 12h02 Denunciar

Marciano Schaeffer

Eu só gostaria de saber se os crimes dos comunistas serão também apurados! Aliás, quando a OEA irá sugerir uma comissão da "verdade" para os mais de 200.000 mortos e presos, perseguidos e exilados de Cuba??? È muita falsidade nisso tudo...

11/05/2012 | 11h41 Denunciar

Paulo César

É engraçado como a turma do PT e agregados querem a todo custo essa tal comissão da verdade, mas ao mesmo tempo apoia o regime de Cuba, que é mil vezes pior do que foram os militares.

11/05/2012 | 11h21 Denunciar

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