Violência em Quintão22/02/2012 | 20h12

Jovem que atropelou 17 pessoas será indiciado por tentativa de homicídio com dolo eventual

Nesta quarta-feira, a Polícia Civil ouviu 11 vítimas do jovem

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Jovem que atropelou 17 pessoas será indiciado por tentativa de homicídio com dolo eventual  Roger Sterfany/Arquivo Pessoal/
Em foto do leitor Roger Sterfany, é possível ver o local do atropelamento, momentos antes do acidente Foto: Roger Sterfany/Arquivo Pessoal

O jovem Gilberto Luiz Pelizzer Júnior, 18 anos, que atropelou pelo menos 17 pessoas na madrugada de terça-feira, em Quintão, deverá ser indiciado por tentativa de homicídio com dolo eventual (assumiu o risco).

Nesta quarta-feira, a Polícia Civil ouviu 11 vítimas do jovem. Pelo menos cinco delas disseram ter visto alguém, dentro do carro, disparar para o alto.

O atropelamento coletivo ocorreu próximo ao número 3.500 da Avenida Esparta, nas imediações do supermercado Asun, um ponto de encontro de jovens e adolescentes nas noites de Carnaval.

Em circunstâncias ainda investigadas pela polícia, Pelizzer avançou a sua caminhonete EcoSport contra uma multidão. Pela versão do jovem, ele teria se assustado e, temendo linchamento, tentou fugir, atropelando as pessoas. Ele diz ainda que estava sozinho no veículo e que nenhum tiro teria sido disparado de dentro da caminhonete.

Testemunhas, porém, disseram a Zero Hora, e confirmaram à Polícia Civil, que Pelizzer teria se irritado com algumas pessoas, que lançavam espuma com spray no veículo, e acelerado contra a multidão.

Logo após o acidente, um delegado plantonista de Cidreira havia enquadrado a atitude do motorista como "lesão corporal culposa (sem intenção)". Nesta quarta-feira, o delegado Peterson Benitez, responsável pelo caso, disse que o motorista deverá ser indiciado por "tentativa de homicídio com dolo eventual".

— Ele será enquadrado por dolo eventual. Em princípio, ele teria alternativas para evitar os atropelamentos, não evitou e assumiu o risco.

A partir do novo enquadramento, ele poderá ter a prisão preventiva decretada a qualquer momento.


Semelhança com atropelamento de ciclistas na Capital:

No dia 25 de fevereiro de 2011, o bancário Ricardo Neis atropelou um grupo de ciclistas no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. O incidente deixou 15 feridos. As vítimas integravam o movimento Massa Crítica, que defende o uso da bicicleta como meio de transporte.

Depois de preso, o motorista alegou que se sentiu ameaçado pelo ciclistas e acabou arrancando o veículo. O filho de Neis, que também estava no carro, alegou que os integrantes do movimento começaram a bater no carro.

Os ciclistas negaram as ameaças e agressões. O episódio foi amplamente divulgado em redes sociais e sites de vídeos na internet, com imagens do momento exato do atropelamento coletivo dos ciclistas. O episódio ganhou repercussão internacional.

Neis foi autuado por  17 tentativas de homicídio triplamente qualificadas. A promotora de Justiça Lúcia Helena Callegari, autora da denúncia, alegou que, ao acelerar seu automóvel contra as vítimas, Neis deu início ao ato de matar e causou lesões corporais comprovadas pelos boletins de atendimento médico. Ele chegou chegou a fica uma semana preso, mas responde o processo em liberdade.

Em gráfico, veja como foi o atropelamento

Comentar esta matéria Comentários (14)

juarez honorato

Outra pergunta Matheus: Voce estava lá? Dentro do carro?

23/02/2012 | 15h38 Denunciar

André

Existiam outras rotas que ele poderia ter utilizado. Escolheu a que estava bloqueada e com vários foliões.

23/02/2012 | 10h16 Denunciar

João Batista da Silva

Comentário lamentavel do Matheus, a vida é mais importante que um carro pq levou espuma? Será que foi isso mesmo? Tudo mostra que foi imprudÊncia deste jovem...

23/02/2012 | 08h32 Denunciar

Tiago

Caro Matheus, São 11 VITIMAS e não 11 " testemunhas ", lei a matéria.., e não eu não faria o mesmo, prefiro ter meu carro amassado do que ser responsável por uma morte ou algo parecido.

23/02/2012 | 08h09 Denunciar

João Luis

Parabéns ao delegado Benitez, quanto ao delegado plantonista repito o que disse a advogada de defesa do Lindenberg para a juíza, tem que estudar mais....

23/02/2012 | 01h47 Denunciar

enio cesar

o senhor matheus, pelo seu comentário, devia estar bem próximo da cena, bem que ele poderia ser convidado a depor não é sr. delegado...

23/02/2012 | 01h14 Denunciar

Rodrigo

Legitima Defesa? De patrimônio? Pelo que entendi estavam dando tapas no automóvel dele e não na pessoa dele. Qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento jurídico já descarta essa possibilidade ridícula. E outra, se fosse LD a reação deveria ser proporcional, o que não ocorreu.

23/02/2012 | 00h50 Denunciar

Carlos Jacob

Sem dúvida legítima defesa. Não é porque estou sentado dentro do meu carro que vou descer pra bater em todo mundo. Se o povo é bobo a ponto de dar tapa, xingar e ameaçar um motorista, o motorista que não pode ser julgado por isto!

22/02/2012 | 23h39 Denunciar

Márcio Adriano

Parabéns ao delegado Peterson Benites pela coragem e correta interpretação do CPP com Tentativa de Homicídio com Dolo Eventual,diferentemente do delegado plantonista Amílcar Souza Neto de Lesão Corporal Culposa.Este jovem tem que que ser penalizado pelos seus atos.

22/02/2012 | 23h18 Denunciar

Vinicius

... visto que tudo indica se tratar de legítima defesa, ainda que putativa. Em tal situação, como o Matheus disse, muitos de nós, movidos por uma episódica irracionalidade, causada pelo medo de ser linchado (e basta ver o estado que a ECOSPORT ficou), tomaria a mesma atitude.

22/02/2012 | 23h08 Denunciar

SERGIO

Esse Matheus, no mínimo é parente ou amigo do atropelador. Que absurdo tentar justificar um atropelamento coletivo.

22/02/2012 | 23h05 Denunciar

Vinicius

Concordo com o Matheus. Sem falar que, pela matéria que saiu impressa na ZH de hoje, muitas das "testemunhas" se conheciam. Querem o que? Colocá-lo numa cadeia? Claro que vai pagar por seu erro, mas uma prestação alternativa deve ser medida suficiente.

22/02/2012 | 23h05 Denunciar

Matheus

11 testemunhas numa multidão de gente? É piada né? A atitude de atropelar geral é exagerada, mas ainda acho que foi legitima defesa. Muitos de vocês se estivem na mesma situação não pensariam duas vezes em tentar se defender do jeito que fosse possivel. E não foi só pela espuma que isso aconteceu.

22/02/2012 | 20h43 Denunciar

katia

Quem sabe desta vez a justica faca a parte dela

22/02/2012 | 20h32 Denunciar

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