O primeiro trecho da ciclovia na Avenida Ipiranga tinha previsão de ser finalizado até o fim de fevereiro, mas a EPTC tem novo prazo. Em razão do processo de escolha da empresa que vai fabricar os equipamentos de plástico reciclável, a proteção entre a Erico Verissimo e a Azenha deverá ser entregue ao longo do mês de março.
A EPTC não definiu uma data específica para conclusão do trecho, mas garante que não haverá prejuízos para o andamento dos trabalhos.
— As empresas que fabricam o tipo de material definido na escolha do projeto estão mandando os primeiros protótipos e até a próxima semana devemos ter uma definição. A partir disso os operários irão trabalhar. Não temos como dar uma data, pode ser no dia 2 ou pode ser no dia 14 — explicou o diretor de trânsito da EPTC, Carlos Pires — Nós estamos seguindo um cronograma e cumprindo todos os momentos adequados para instalar o equipamento. Isso não representa nenhum prejuízo. É até o contrário. Vamos escolher bem para evitar problemas no futuro — concluiu.
O prazo inicial para entrega da primeira parte do guard rail havia sido definido logo após a conclusão do concurso que escolheu o projeto do arquiteto Rodrigo Troyano. Reuniões técnicas foram programadas para fazer os ajustes no projeto.
O trecho entre a Edvaldo Pereira Paiva e a Erico, que é contrapartida do shopping Praia de Belas, tem previsão de ser finalizado até junho.
Antes e depois: veja como deve ficar a ciclovia
Projeto escolhido:
O guard-rail da ciclovia da Avenida Ipiranga, em Porto Alegre, vai usar plástico reciclável. O material servirá para minimizar impactos. O trabalho é do arquiteto Rodrigo Troyano e havia sido pré-selecionado entre 37 projetos enviados para o Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio Grande do Sul (IAB-RS). Ao fim do concurso, foi selecionado por uma comissão entre três finalistas. O resultado da votação foi unânime.
Pelo projeto selecionado, cada metro do guard-rail vai custar em torno de R$ 150. A estimativa é que o investimento total com a proteção seja de aproximadamente R$ 1,9 milhão (com a previsão de que sejam necessários um pouco mais do que 12 quilômetros de proteção).
A escolha do guard-rail ocorreu após uma polêmica que envolveu especialistas e repercutiu entre internautas. A controvérsia ocorreu por causa do modelo apresentado inicialmente pela prefeitura. Feita em toras de eucalipto, a proteção foi alvo de duras críticas de arquitetos e urbanistas e provocou intenso debate nas redes sociais. Com isso, a prefeitura resolveu pedir ajuda de arquitetos para definir o modelo.
Estimativa da EPTC indica que para cada quilômetro da ciclovia sejam gastos R$ 250 mil. Como são 9,4 km da ciclovia entre a Edvaldo Pereira Paiva e a Antônio de Carvalho, o valor estimado seria de aproximadamente R$ 2,3 milhões.
A obra pronta, inclusive com o guard-rail, deve ser entregue até o fim de 2012.
Conheça o projeto vencedor:
Rodrigo Troyano
(Clique na imagem para ver o projeto completo)
— A estética é importante, mas estávamos preocupados com a segurança do ciclista quando ele tocasse esse guarda-corpo numa eventual queda. O projeto conta com uma estrutura plástica, oca por dentro, com 40 centímetros de largura.
— No nosso escritório, três dos quatro sócios usam bicicletas. Apresentamos um diálogo de um ciclista com os arquitetos para compreender as necessidades dos ciclistas — explicou.
Veja os outros trabalhos que concorreram:
Alan Furlan
(Clique na imagem para ver o projeto completo)
A ideia do arquiteto era aproveitar madeiras de reflorestamento, abundantes no Estado, e moeirões de concreto, que seriam produzidos em Viamão.
Em síntese, o projeto previa cinco ripas de madeira de cedro ou de eucalipto, com 15 centímetros de largura. Conforme Furlan, o projeto é sustentável, tem solução técnica e apresenta baixo custo.
— Executamos algo parecido em Novo Hamburgo, que tinha um guarda-corpo que impedia as pessoas de caírem dentro do Arroio Pampa. Seguimos a mesma lógica, de utilizar materiais fáceis de encontrar para diminuir os custos.
Tiago Zulian
(Clique na imagem para ver o projeto completo)
O arquiteto Tiago Zulian projetou uma ciclovia que conta com duas proteções laterais, colocadas uma em baixo da outra, que podem ser feitas com material plástico reciclável ou com madeira de reflorestamento.
— Gostei muito de ter sido escolhido, pois sou um defensor das ciclovias. Já pedalei de Porto Alegre a Caxias do Sul.
As proteções seriam sustentadas por moirões de concreto ao longo de toda a extensão da ciclovia.
— O ideal é que um ciclovia não conte com defensas, mas como é necessário, nosso projeto procura interferir o mínimo possível na paisagem da avenida — diz Zulian.
Em enquete realizada por Zero Hora sobre os três projetos pré-selecionados, os internautas se dividiram da seguinte forma:
— 46,06% dos votos para Tiago Zulian
— 45,45% dos votos para Rodrigo Troyano
— 08,46% dos votos para Alan Furlan 













