Flagrante09/02/2012 | 00h51Atualizada em 09/02/2012 | 10h29

Em conversas gravadas, PMs combinam atos de vandalismo na Bahia

Secretário diz que gravações "deram um tapa na cara da sociedade"

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Divulgadas na noite de quarta-feira pela Rede Globo, conversas gravadas entre chefes de PMs grevistas na Bahia mostram que seriam realizadas ações de vandalismo na cidade. Os áudios também indicavam que a paralisação se estenderia a outros Estados, como Rio de Janeiro e São Paulo.

Para o secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, as gravações obtidas pela inteligência da polícia baiana, com autorização da Justiça, "deram um tapa na cara da sociedade".

— Ficou clara a intenção (das lideranças grevistas) de usar os atos de vandalismo para fazer pressão tanto pela questão salarial quanto pela tentativa de chamar a atenção nacional para o movimento. Também deu para ver que a intenção é levar a manifestação para outros lugares — afirma.

De acordo com Barbosa, as gravações também enfraquecem a luta dos manifestantes para que sejam revogados os pedidos de prisão feitos contra os líderes do movimento grevista na Bahia, entre eles o principal articulador da paralisação, o presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), Marco Prisco.

— Como o governo se mostrou disposto a fazer todo esforço possível para cumprir o pedido salarial, a gente sabe que o que segura a manifestação, hoje, é a questão do cumprimento dos mandados de prisão — afirma o secretário.

— Ele (Prisco) não queria ser responsabilizado pelos crimes cometidos, mas as gravações deram um tapa na cara da sociedade.

O terceiro dos 12 mandados de prisão contra líderes do movimento grevista foi cumprido no fim da tarde de quarta-feira, segundo a Secretaria de Segurança Pública.

A soldado Jeane Batista de Souza, do Batalhão de Guardas da PM, é acusada de formação de quadrilha e roubo de patrimônio público (viaturas), assim como os dois policiais já detidos, o soldado Alvin dos Santos Silva, preso no domingo, e o sargento Elias Alves de Santana, detido na terça-feira. Os três também passarão por processos administrativos da PM.

Comentar esta matéria Comentários (15)

eduardo

Igual a ditadura dos anos 70, onde a Globo mais uma vez serve ao poder. Foi constrangedor o esforço do Jornal Nacional, apresentando três grampos com gravações de grevistas, tentando "vender" a idéia de que os líderes do movimento combinavam entre si a realização de atos de vandalismo.

09/02/2012 | 15h25 Denunciar

Ernesto

Do jeito que a coisa vai, está difícil. Bandido recebido pelo governador, quem devia cuidar da sociedade, faz arruaça, ameças, queima pneus, barricada, etc. Se continauar nesse rítmo, em dez anos estaremos no caos, pior que antes de 64. Tomara que sobre um "General" com coragem para deter isso.

09/02/2012 | 15h17 Denunciar

Marcos Rogerio

É triste os acontecimentos, mais parece a "revolta da chibata"; Para mim parece espionagem política, nos moldes da ditadura militar, pensa se tivessem escutas naquela época!?! Já pensou os lideres sindicais dos anos 70/80 sendo grampeados combinando um movimento???

09/02/2012 | 11h54 Denunciar

Luiz

E a NOTICIA, senhores? Afinal o que foi dito nas gravações? Reproduzam as falas e digam quem falou, não façam apenas propaganda. Quando a polícia bate no povo, aí vcs defendem a polícia...

09/02/2012 | 10h56 Denunciar

Carlos

Escutei os PMs combinando greve geral no Brasil todo, mas não vi PMs invadindoo fazendas, matando gado, colocando açucar em motor de maquinas, queimando casas como o MST faz. E para o MST não tem mandato de prisão. Esse governo é pior que a ditadura militar.. alguns pode se pronunciar, outros não.

09/02/2012 | 10h56 Denunciar

Carlos

Como as coisas funcionam para uns. A CUT, o MST e varios movimentos cansaram de fazer articulações para greves gerais, mas os PMs não podem. Pediram prisão de PMs por serem lideres de movimentos, não percebi o Jose dirceu, Jenuino, Diogenes, e muitos outros serem presos, e foi por roubo.

09/02/2012 | 10h52 Denunciar

Simone

Tapa na cara da sociedade? Que feio Justiça!! Qualquer tipo de violência é violencia! Acho errado a maneira que se coloca alguém na "sociedade" se for protestante. E tão descriminado como se fosse bandido, fosse errado! Não sou a favou do vandalismo, e sim de lutar pelos direitos, um dia aprendemos!

09/02/2012 | 10h50 Denunciar

Luis Fernando Finger

Nossa sociedade esta carente de segurança e quando este tipo de manifestos acontecem,nos deixa uma dúvida quanto a seriedade das instituições,o governo está correto ao meu ver,fazendo prisões dos lideres,pois da forma como estão se manifestando esta muito errado,até parecem marginais e não PMs.

09/02/2012 | 10h40 Denunciar

Carlos

Toda a reivindicação é justa, dentro de certos limites. Agora é lamentável nas mãos de quem está o policiamento ostencivo no estado da Bahia. Quem são os verdadeiros bandidos?!?!

09/02/2012 | 09h58 Denunciar

Luiz Francisco Fernandes

Valorizem os policiais ou a nossa sociedade ficara a merce de ondas de violencia. Precisamos da polícia para tudo e temos que dar valor ao trabalho desses nobres guerreiros do dia a dia...

09/02/2012 | 09h45 Denunciar

carlosalbertoxavierperes

diante do descaso com as policias de todo o pais eu concordo que a a policia da bahia pare pois um salario digno é o minimo que merecem estes policias que arriscam suas vidas diariamente em prol da sociedade

09/02/2012 | 08h54 Denunciar

Carlos Caetano

Acho estranho o secretário dizer que declarações dos manifestantes tenha dado um tapa na cara da sociedade.Importante dizer que alguns dons nossos governantes e muitos que estão em cargos públicos tenha sido revolucionários, já pegaram em armas por uma causa, agiram contra a ordem pública.

09/02/2012 | 08h21 Denunciar

Joshua

Acho que este secretário fala demais ..um tapa na cara da sociedade! Se se for na dele! Vamos fazer uma canpanha de dinuição de salários dos secretários e políticos ..vamos ver o que aconteçe? Brasil 511 anos, país da máfia (governo)

09/02/2012 | 07h57 Denunciar

Sergio

Dizem que, depois dessas gravações, a diferença entre o crime e luta contra o crime deixou de existir. Aqui no sul já teve disso e os culpados ficaram impunes. É o que chamamos de Corporativismo, governo e judisciario medroso. E assim Caminha a humanidade, refem de classes. E o povo pagando.

09/02/2012 | 07h47 Denunciar

luis

e a gente ainda arma esses marginais.tem que irem para cadeia comum que é o lugar deles

09/02/2012 | 07h28 Denunciar

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