O cronograma de instalação do guard-rail na ciclovia da Avenida Ipiranga já tem datas definidas para os primeiros trechos. Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), até o fim de fevereiro a proteção tomará forma entre a Erico Verissimo e Azenha. Já o trecho entre a Edvaldo Pereira Paiva e a Erico, que é contrapartida do shopping Praia de Belas, será finalizado até junho.
Apesar de outras obras estarem previstas ao longo da Ipiranga, os trabalhos na ciclovia, incluindo o guard-rail, não devem sofrer interferência. A previsão é que tudo seja finalizado até o fim de 2012. Entre os trabalhos que serão realizados nos próximos meses na avenida estão três pontes. Uma delas fica na altura do acesso ao Hospital São Lucas da PUCRS, a outra em frente ao Museu da PUCRS e a terceira na região da João Guimarães.
Antes e depois: veja como deve ficar a ciclovia
Segundo o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, mesmo com as obras paralelas, o prazo de conclusão da ciclovia está mantido.
— No caso da ponte em frente ao Museu da PUCRS, a previsão é que as obras sejam iniciadas entre março e abril. Então o que podemos ter ali é uma mudança no sentido dos trabalhos do guard-rail na Ipiranga, passando para o outro lado e seguindo até a Antônio de Carvalho. Mas nada que possa interferir na conclusão da ciclovia até o fim do ano.
Com a escolha do projeto para o guard-rail na Ipiranga, a EPTC, o escritório do arquiteto Rodrigo Troyano e a Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) fazem a partir de agora uma série de reuniões técnicas para definir ajustes.
— O que faltava era definir o projeto. Agora temos que definir detalhes de como será o material, por exemplo, para que a EPTC, que ficará responsável pela manutenção, possa buscar de forma mais rápida e eficiente esse material no mercado, caso seja necessário fazer a reposição — explicou Cappellari.
Projeto escolhido:
O guard-rail da ciclovia da Avenida Ipiranga, em Porto Alegre, vai usar plástico reciclável. O material servirá para minimizar impactos. A definição do projeto ocorreu na manhã desta segunda-feira. O trabalho é do arquiteto Rodrigo Troyano e havia sido pré-selecionado entre 37 projetos enviados para o Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio Grande do Sul (IAB-RS). Ao fim do concurso, foi selecionado por uma comissão entre três finalistas. O resultado da votação foi unânime. O arquiteto vencedor receberá em torno de R$ 4,5 mil referentes a 40 horas de trabalho.
Pelo projeto selecionado, cada metro do guard-rail vai custar R$ 150. A estimativa é que o investimento total com a proteção seja de aproximadamente R$ 1,9 milhão (com a previsão de que sejam necessários um pouco mais do que 12 quilômetros de proteção).
A escolha do guard-rail ocorreu 20 dias após o início de uma polêmica que envolveu especialistas e repercutiu entre internautas. A controvérsia ocorreu por causa do modelo apresentado inicialmente pela prefeitura. Feita em toras de eucalipto, a proteção foi alvo de duras críticas de arquitetos e urbanistas e provocou intenso debate nas redes sociais. Com isso, a prefeitura resolveu pedir ajuda de arquitetos para definir o modelo.
Estimativa da EPTC indica que para cada quilômetro da ciclovia sejam gastos R$ 250 mil. Como são 9,4 km da ciclovia entre a Edvaldo Pereira Paiva e a Antônio de Carvalho, o valor estimado seria de aproximadamente R$ 2,3 milhões.
A obra pronta, inclusive com o guard-rail, deve ser entregue até o fim de 2012.
Conheça o projeto vencedor:
Rodrigo Troyano
(Clique na imagem para ver o projeto completo)
— A estética é importante, mas estávamos preocupados com a segurança do ciclista quando ele tocasse esse guarda-corpo numa eventual queda. O projeto conta com uma estrutura plástica, oca por dentro, com 40 centímetros de largura.
— No nosso escritório, três dos quatro sócios usam bicicletas. Apresentamos um diálogo de um ciclista com os arquitetos para compreender as necessidades dos ciclistas — explicou.
Veja os outros trabalhos que concorreram:
Alan Furlan
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A ideia do arquiteto era aproveitar madeiras de reflorestamento, abundantes no Estado, e moeirões de concreto, que seriam produzidos em Viamão.
Em síntese, o projeto previa cinco ripas de madeira de cedro ou de eucalipto, com 15 centímetros de largura. Conforme Furlan, o projeto é sustentável, tem solução técnica e apresenta baixo custo.
— Executamos algo parecido em Novo Hamburgo, que tinha um guarda-corpo que impedia as pessoas de caírem dentro do Arroio Pampa. Seguimos a mesma lógica, de utilizar materiais fáceis de encontrar para diminuir os custos.
Tiago Zulian
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O arquiteto Tiago Zulian projetou uma ciclovia que conta com duas proteções laterais, colocadas uma em baixo da outra, que podem ser feitas com material plástico reciclável ou com madeira de reflorestamento.
— Gostei muito de ter sido escolhido, pois sou um defensor das ciclovias. Já pedalei de Porto Alegre a Caxias do Sul.
As proteções seriam sustentadas por moirões de concreto ao longo de toda a extensão da ciclovia.
— O ideal é que um ciclovia não conte com defensas, mas como é necessário, nosso projeto procura interferir o mínimo possível na paisagem da avenida — diz Zulian.
Comissão que decidiu o vencedor:
— Rogério Malinsky e César Wagner, arquitetos indicados pelo IAB
— Helton Scheer de Moraes, representante dos ciclistas
— Gisele Porto Munhoz, da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov)
— Antônio Carlos Selbach Vigna, da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC)
Em enquete realizada por Zero Hora sobre os três projetos pré-selecionados, os internautas se dividiram da seguinte forma:
— 46,06% dos votos para Tiago Zulian
— 45,45% dos votos para Rodrigo Troyano
— 08,46% dos votos para Alan Furlan 













