Embora centenas de veranistas tenham ignorado o alerta da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), o banho de mar em Tramandaí e Imbé só deve ser oficialmente liberado nesta segunda-feira. É hoje, também, que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) começa a trabalhar no laudo técnico que definirá a multa da Transpetro.
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Especialista em desastres ambientais, o técnico do Ibama Marcelo Amorim contesta o dado fornecido pela Transpetro de que o volume do vazamento de óleo na praia seria de 1,2 metro cúbico (1,2 mil litros).
— Não acredito nisso. Creio que seja bem mais. E vou verificar pessoalmente — afirma ele, o coordenador de Atendimento de Emergências Ambientais do Ibama em Brasília.
Marcelo Amorim explica que o mangote por onde escapou o petróleo teria uma vazão de 1 mil litros por segundo.
— Seria como se o vazamento tivesse durado um único segundo — refuta ele, que foi deslocado de Brasília para atuar na operação do Ibama em Tramandaí.
Enquanto o episódio é investigado, o movimento foi significativo na praia, no domingo. Em Tramandaí, salva-vidas pareciam ter desistido de pedir aos banhistas que se afastassem do mar. Muitos veranistas resolveram aproveitar a água.
— Não vi óleo nenhum. Está todo mundo entrando, aí parece que está liberado — concluía a estudante Bruna Martins, 17 anos, ainda molhada das ondas.
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