Com a definição do projeto do guard-rail da Avenida Ipiranga na manhã desta segunda-feira, os próximos passos serão definidos em reuniões técnicas ao longo da semana. A meta é fazer os ajustes necessários para que a implementação começe em fevereiro. A previsão é de que até dezembro a ciclovia seja finalizada já com os guard-rails instalados.
O trabalho proposto pelo arquiteto Rodrigo Troyano havia sido pré-selecionado entre 37 projetos enviados para o Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio Grande do Sul. Ao fim do concurso, foi selecionado entre três finalistas de forma unânime por uma comissão.
Para o presidente do IAB-RS e coordenador do concurso, Tiago Holzmann da Silva, foi uma surpresa o grande número de inscritos.
— Em apenas uma semana foram 37 projetos, dentre os quais, foram escolhidos três tecnicamente perfeitos. Importante salientar que a apresentação de todos foi pública, para que toda a população tivesse acesso ao que estava acontecendo. E estamos lutando para que assim seja com mais obras da cidade— explicou.
O arquiteto Rodrigo Troyano, que deve receber cerca de R$ 4,5 mil referentes a 40 horas de trabalho, ficou satisfeito com a conquista.
— Muito bom ver o desejo de participação de tantos arquitetos— afirmou.
Quanto ao modelo do projeto, o arquiteto disse que primeiro se preocupou com a estrutura original do local.
— Foi um projeto neutro, que se baseia no respeito à vegetação. Montamos uma estrutura fina e delgada, que não impede o avanço normal da natureza presente no lugar. Em seguida, pensamos na necessidade de evitar choques do ciclista com estruturas verticais, para ser um andar seguro. Para isso foi criada a defensa, em plástico reciclável, para que funcione como uma espécie de almofada, capaz de absorver o impacto dos ciclistas.
De acordo com o arquiteto, as reuniões com a EPTC devem começar nesta terça-feira.
— Ainda podemos fazer alguns rápidos ajustes técnicos, visando inclusive baixar mais alguns custos.
O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, também ficou satisfeito com o modelo de guard-rail escolhido.
— O custo de R$ 150 por metro era um dos critérios para que os projetos fossem apresentados. Além disso, teria de ser com um material de fácil obtenção, com mais de um fornecedor, para que a EPTC possa adquirir no mercado e fazer a manutenção quando houver necessidade — disse Cappellari — O projeto pode passar por alguns ajustes, mas faremos reuniões técnicas para concluir tudo o mais rápido possível.
O custo total da obra, incluíndo os 9,5 quilômetros da ciclovia e o guard-rail, gira em torno de R$ 2,3 milhões.
Conheça o projeto vencedor:
Rodrigo Troyano
(Clique na imagem para ver o projeto completo)
— A estética é importante, mas estávamos preocupados com a segurança do ciclista quando ele tocasse esse guarda-corpo numa eventual queda. O projeto conta com uma estrutura plástica, oca por dentro, com 40 centímetros de largura.
— No nosso escritório, três dos quatro sócios usam bicicletas. Apresentamos um diálogo de um ciclista com os arquitetos para compreender as necessidades dos ciclistas — explicou.
Veja os outros trabalhos que concorreram:
Alan Furlan
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A ideia do arquiteto era aproveitar madeiras de reflorestamento, abundantes no Estado, e moeirões de concreto, que seriam produzidos em Viamão.
Em síntese, o projeto previa cinco ripas de madeira de cedro ou de eucalipto, com 15 centímetros de largura. Conforme Furlan, o projeto é sustentável, tem solução técnica e apresenta baixo custo.
— Executamos algo parecido em Novo Hamburgo, que tinha um guarda-corpo que impedia as pessoas de caírem dentro do Arroio Pampa. Seguimos a mesma lógica, de utilizar materiais fáceis de encontrar para diminuir os custos.
Tiago Zulian
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O arquiteto Tiago Zulian projetou uma ciclovia que conta com duas proteções laterais, colocadas uma em baixo da outra, que podem ser feitas com material plástico reciclável ou com madeira de reflorestamento.
— Gostei muito de ter sido escolhido, pois sou um defensor das ciclovias. Já pedalei de Porto Alegre a Caxias do Sul.
As proteções seriam sustentadas por moirões de concreto ao longo de toda a extensão da ciclovia.
— O ideal é que um ciclovia não conte com defensas, mas como é necessário, nosso projeto procura interferir o mínimo possível na paisagem da avenida — diz Zulian.
Comissão que decidiu o vencedor:
— Rogério Malinsky e César Wagner, arquitetos indicados pelo IAB
— Helton Scheer de Moraes, representante dos ciclistas
— Gisele Porto Munhoz, da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov)
— Antônio Carlos Selbach Vigna, da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC)
Em enquete realizada por Zero Hora sobre os três projetos pré-selecionados, os internautas se dividiram da seguinte forma:
— 46,06% dos votos para Tiago Zulian
— 45,45% dos votos para Rodrigo Troyano
— 08,46% dos votos para Alan Furlan 













