Dado contestado30/01/2012 | 17h28

PF estima que vazamento em Tramandaí seja 17 vezes maior do que o divulgado

Transpetro teria despejado no mar 20 metros cúbicos de óleo, não 1,2

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PF estima que vazamento em Tramandaí seja 17 vezes maior do que o divulgado Lauro Alves/Agência RBS
Nesta segunda, Fepam voltou a coletar água em Tramandaí para verificar condições de banho Foto: Lauro Alves / Agência RBS

A Polícia Federal estima que o vazamento de óleo ocorrido no mar de Tramandaí na última quinta-feira seja 17 vezes maior do que o divulgado pela Transpetro. A subsidiária da Petrobras estimou que 1,2 metro cúbico da substância foram despejados no mar, o que corresponde a 1,2 mil litros. Para a PF, no entanto, o volume foi de 20 metros cúbicos.

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Pela manhã, a PF anunciou que abriu inquérito para apurar o suposto crime ambiental. A Transpetro vai ser investigada por causar poluição em níveis que acarretem danos à saúde humana, com a agravante de impedir o uso das praias, que são públicas.

Especialista em desastres ambientais, o técnico do Ibama Marcelo Amorim também contesta o dado fornecido pela Transpetro sobre o volume do vazamento. Amorim explica que o mangote por onde escapou o petróleo teria uma vazão de 1 mil litros por segundo.

— Seria como se o vazamento tivesse durado um único segundo — refuta ele, coordenador de Atendimento de Emergências Ambientais do Ibama, que foi deslocado de Brasília para atuar na operação em Tramandaí.

Por meio de nota, a Transpetro garantiu que seus cálculos foram baseados "em inspeção visual e em tabelas de medição internacionalmente adotadas". Informou, ainda, que a prioridade inicial era combater a emergência — os dados definitivos, conforme a companhia, serão divulgados após o fim das apurações.

O Departamento de Qualidade da Fundação Estadual de Proteção Ambiental do Estado (Fepam) verificou que não há mais quantidade significativa de óleo na água e liberou o banho de mar nas praias de Tramandaí e Imbé a partir desta segunda.

Veja os detalhes do vazamento:

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