Polêmica na educação11/01/2012 | 21h53

Governo volta atrás e garante implantação do piso nacional do magistério em quatro anos

Secretário da Fazenda deu a entender na manhã desta quarta que o governo não tinha condições de pagar o piso

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O chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, desmentiu as declarações do secretário da Fazenda, Odir Tonollier, em entrevista coletiva concedida na tarde desta quarta-feira. Pestana afirmou que o governo mantém o compromisso de pagar o piso nacional do magistério até o final de 2014 mesmo que seja confirmado o reajuste de 22%, que foi considerado impraticável por Tonollier.

— Quero reafirmar o nosso compromisso com o piso. O secretário da Fazenda, na verdade, procurou destacar as dificuldades para se chegar nesse patamar — afirmou Pestana.

O piso nacional, com o reajuste de 22%, pulará de R$ 1.187,00 para aproximadamente R$ 1.450,00. Governadores pressionam o governo federal a mudar a fórmula de correção do piso, adotando o INPC, que mede o índice de inflação, atualmente na casa dos 6,5%.

— Com o INPC, teremos mais capacidade e previsibilidade — comentou Pestana.

A declaração na manhã desta quarta-feira do secretário Tonollier, de que o governo não teria condições de pagar o piso, provocou reação do Cpers/sindicato dos professores.

— O Cpers já vinha denunciando há tempo a falta de um calendário de pagamento do piso — disse a presidente da entidade, Rejane de Oliveira — Com certeza, não será um início de ano acomodado — concluiu.

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Comentar esta matéria Comentários (6)

iuri lin

O Tarso é metido a Agostinho Carrara, vai aumentar o piso só na hora de passar o governo , e se rala quem pegar a batata quente!

12/01/2012 | 00h13 Denunciar

Filipe

O Governador Tarso Genro correu para aprovador o reajuste dos Delegados de Polícia. No entanto, parece resistir em conceder o dos professores. Aliás, o piso do magistério foi criado por Lula, e o atual Ministro Haddad já trabalhou com Tarso. Seria estranho só se não conhecessemos nossos políticos!

11/01/2012 | 23h28 Denunciar

sergio

Ta complicado ,parece que o governo não sabe o que fazer com o piso do magistério.Acho que não conseguirá pagar uma diferença tão grande em apenas mais três anos,já aproxima-se de 60%,teria de dar 20% em cada ano ,mais a inflação...e agora ?

11/01/2012 | 22h55 Denunciar

Edemar

O PT, cresceu e chegou onde se encontra, no RS e no Brasil, com o apoio dos sindicatos, onde se inclui o CPERS. Campanhas trabalhadas dentro de escolas,em adolecentes, acabaram por alimentar o bichinho, pensando se tratar de uma lagarticha, que agora se mostra CROCODILO. Criaram o monstro, AZAR

11/01/2012 | 22h50 Denunciar

Almir

Ser desautorizado pelo Chefe da Casa Civil é uma vergonha para um secret´rio, se não fosse tão apegado ao poder, pediria demissão na hora, mas o apego pelo poder supera qualquer coisa.

11/01/2012 | 22h44 Denunciar

Milton Munaro

Conversa vai e vem, promessa vai e não vem. É assim, mas pras diárias duvidosas dos deputados tem dinheiro, criar cargos políticos de bons salários também tem dinheiro, inventar aumento pros secretários tem dinheiro. Pros professores... só promessas...

11/01/2012 | 22h12 Denunciar

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