Cartão-postal fechado28/12/2011 | 22h34

Bombeiros da Capital reprovam Usina do Gasômetro outra vez

Em vistoria na tarde desta quarta, profissionais avaliaram que decisão da Justiça deve ser mantida

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Bombeiros da Capital reprovam Usina do Gasômetro outra vez  Mateus Bruxel/Agencia RBS
Usina está lacrada desde o dia 15 de dezembro, por decisão da Justiça Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS

Às vésperas do Ano-Novo, a pretendida liberação da Usina do Gasômetro, cenário das celebrações de fim de ano e interditada há duas semanas, foi frustrada na tarde desta quarta-feira em uma vistoria do Corpo de Bombeiros.

Os profissionais verificaram o local e avaliaram que a decisão da Justiça deve ser mantida, e um dos principais pontos culturais da Capital deve ficar fechado enquanto não atender aos requisitos de combate a incêndio.

A interdição ocorreu no dia 13, por ação do Ministério Público, simultaneamente ao fechamento dos barracões do Sambódromo, no Porto Seco — zona norte de Porto Alegre. O motivo foi o mesmo: contestação ao Plano de Prevenção e Combate a Incêndio (PPCI). Nesta quarta, os bombeiros entenderam que uma bomba da caixa d'água localizada no último andar da usina não estava funcionando a contento.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal da Cultura (SMC), os vistoriadores consideraram que a força da água na bomba não era suficiente para enfrentar um incêndio. A solução, segundo a secretaria, será instalar uma bomba que possibilite maior pressão. A intenção era que uma equipe de técnicos trabalhasse durante a noite desta quarta para possibilitar a reabertura do Gasômetro após nova vistoria, marcada para a tarde desta quinta.

O secretário municipal da Cultura, Sergius Gonzaga, não vê riscos para o Réveillon, que tradicionalmente é celebrado com festa de fogos na área do Gasômetro. Ele lembra que as instalações da usina não são utilizadas no evento, e rejeitou transferir o local dos fogos. Uma opção seria a praça em frente ao Gasômetro.

— Isso tiraria boa parte do atrativo da festa — afirmou.

Comandante dos bombeiros da Capital, o tenente-coronel Roget Kopczynski da Rosa disse que aguarda um novo chamamento da prefeitura para verificar a situação. Ele reforça que somente em plenas condições poderá liberar o prédio, sob pena de ter de assumir o risco em caso de incêndio.

A interdição dos barracões do Sambódromo também não preocupa. Na terça-feira, a prefeitura publicou no Diário Oficial do município a contratação da empresa Prevale para efetuar a instalação de equipamentos contra incêndio nas dependências do Complexo Cultural do Porto Seco. O custo será de R$ 227,5 mil. O secretário espera que em 6 de janeiro os bombeiros vistoriem os barracões.

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