As obras da ciclovia começaram em setembro. O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque, disse que o percurso seria inseguro por estar localizado entre tubulações de gás e fios de alta-tensão. Irritado, o prefeito José Fortunati rebateu as críticas, que, segundo ele, teriam “fundo político”.
— Não vejo nenhum risco com a nova ciclovia. Se houvesse, não poderíamos sair na rua, porque os passeios públicos estão repletos de cabos de energia. O maior risco para as bicicletas ainda é o trânsito — disse Sicco.
Questionado por Zero Hora se, por ser uma rede de alta-tensão não haveria perigo caso um cabo se rompesse, ele explica que não importa se a rede é de alta, média ou baixa-tensão, pois o que mata é a rede elétrica.
— Há fios em todos os lugares. Se impedirem as obras da ciclovia, deveriam impedir também as pessoas de circularem nas ruas. Nem os trens poderiam circular, porque também ficam sob fios de alta-tensão. Com o gasoduto é a mesma coisa, existe em todos os lugares — explicou Sicco.
Em entrevista à Rádio Gaúcha, o engenheiro projetista Sadi Matzembacker, mestre e professor da Puc-RS e ex-funcionário da CEEE, atual consultor e projetista das linhas de transmissão da companhia, disse que os níveis de eletricidade estão abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, não oferecendo risco à população que circular pela ciclovia.
Segundo ele, a linha, do lado onde fica a Zero Hora, é de 230 mil volts, e, do lado oposto, é de 69 mil volts. O recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 430,3 mil volts. Ele reforçou que as linhas estão dentro da lei, publicada em 2009, e da resolução da Aneel de 2010.
— Os campos elétricos e magnéticos estão bem abaixo dos valores que a Organização Mundial da Saúde considera seguro. Em termos de suportabilidade de raios e ações do vento também ela foi adequada ao meio urbano, ou seja, não apresenta risco — disse Matzembacker.
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