Alta tensão na ciclovia03/11/2011 | 15h34

Com relação à rede elétrica, especialistas consideram segura construção da ciclovia

Níveis de eletricidade no local estão abaixo do indicado pela Organização Mundial da Saúde

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Para o engenheiro eletricista José Cláudio Sicco, que tem 26 anos de experiência, atua na Trensurb e já foi vice-presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado (CREA-RS) e coordenador da Câmara de Engenharia Elétrica do órgão, não há motivo para pânico em relação à contrução da ciclovia da Avenida Ipiranga, em Porto Alegre. 

As obras da ciclovia começaram em setembro. O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque, disse que o percurso seria inseguro por estar localizado entre tubulações de gás e fios de alta-tensão. Irritado, o prefeito José Fortunati rebateu as críticas, que, segundo ele, teriam “fundo político”.

— Não vejo nenhum risco com a nova ciclovia. Se houvesse, não poderíamos sair na rua, porque os passeios públicos estão repletos de cabos de energia. O maior risco para as bicicletas ainda é o trânsito — disse Sicco.

Questionado por Zero Hora se, por ser uma rede de alta-tensão não haveria perigo caso um cabo se rompesse, ele explica que não importa se a rede é de alta, média ou baixa-tensão, pois o que mata é a rede elétrica.

— Há fios em todos os lugares. Se impedirem as obras da ciclovia, deveriam impedir também as pessoas de circularem nas ruas. Nem os trens poderiam circular, porque também ficam sob fios de alta-tensão. Com o gasoduto é a mesma coisa, existe em todos os lugares — explicou Sicco.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, o engenheiro projetista Sadi Matzembacker, mestre e professor da Puc-RS e ex-funcionário da CEEE, atual consultor e projetista das linhas de transmissão da companhia, disse que os níveis de eletricidade estão abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, não oferecendo risco à população que circular pela ciclovia. 

Segundo ele, a linha, do lado onde fica a Zero Hora, é de 230 mil volts, e, do lado oposto, é de 69 mil volts. O recomendado pela  Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 430,3 mil volts. Ele reforçou que as linhas estão dentro da lei, publicada em 2009, e da resolução da Aneel de 2010. 

— Os campos elétricos e magnéticos estão bem abaixo dos valores que a Organização Mundial da Saúde considera seguro. Em termos de suportabilidade de raios e ações do vento também ela foi adequada ao meio urbano, ou seja, não apresenta risco — disse Matzembacker.


>>> SITE ESPECIAL: veja a simulação de
como ficará Porto Alegre com as ciclovias


 

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Comentar esta matéria Comentários (7)

Andre

Realmente não entendo a polêmica. Por décadas carros circulam pela Ipiranga sob risco da queda dos cabos (que se rompendo obviamente não cairiam ordenadamente dentro do Dilúvio, mas sim sobre a via) e só agora se aventa o risco dos cabos de alta tensão? Sinceramente, polêmica tola do secretário Albuquerque.

04/11/2011 | 11h52 Denunciar

Samuel Fagundes de Campos

Olhem bem, quando a gente não sabe recorre a técnicos: Pô! se os engenheiros, inclusive doutores em engenharia estão dizendo que não há problema, o que mais dizer, lhe falta humildade secretário, aliás já noto isso a muito tempo para com sua pessoa. Porém tem tempo para recompôr,o que disse para os gaúchos no Gaúcha repórter, "opinião" só muda que pensa, não é mesmo.

03/11/2011 | 20h40 Denunciar

gustavo

O perigo ali é o trânsito. Quantos carros caíram no dilúvio só esse ano? Para tanto, a área da ciclovia é invadida. Será colocado um muro de proteção? Se não colocarem, aí sim, não tem segurança nenhuma. Agora quanto ao Beto Albuquerque, acho que ele não devia sair na rua, pois o sol pode dar câncer de pele.

03/11/2011 | 19h52 Denunciar

Janir

Se fosse uma obra do Governo do Estado e sob a tutela do secretário Beto Albuquerque seria maravilhosa, mas como não é, não presta! Alguma dúvida que a denúncia é de cunho político?

03/11/2011 | 18h27 Denunciar

Marco

É muito engraçado como as pessoas perdem a oportunidade de ficarem caladas. Não tem nada pra dizer, é simples, Não diz Nada. O secretário deveria escrever no quadro mil vezes o ditado chinês que diz: A Palavra é de PRATA mas o Silêncio é de OURO. Que mico Sr. Secretário. Que mico.

03/11/2011 | 17h45 Denunciar

vitor hugo

O 1º passo é a construção da ciclo via, o 2º a obrigatoriedade em emplacar a bike e 3º a EPTC vai comprar um Radar móvel para multar os ciclistas...kkkkk..Vítor

03/11/2011 | 16h53 Denunciar

P@ulo

Se o secretário não se retratar da afirmação dele sobre os riscos desta situação que ocorre em quilômetros de calçadas de Porto Alegre, e que inclusive o fará proibir familiares de transitar onde há tal situação, a população está em risco e é dever do Ministério Público entrar com uma ação determinando a imediata retirada de toda a tubulação de gás e fios de alta tensão das vias de Porto Alegre, tendo como testemunha o próprio Secretário Estadual de Infraestrutura e Logística Beto Albuquerque.

03/11/2011 | 16h21 Denunciar

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