Apontado como agressor da pedagoga Jane Antunes, 57 anos, Rafael Soares Ferreira, 25 anos, não admite os socos e as cadeiradas na docente. Alega que estava se defendendo. Jane teria sido atacada com uma cadeira e socos no rosto.
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Zero Hora ouviu Ferreira na quinta. A seguir trechos da entrevista por telefone.
Zero Hora — Você agrediu a professora Jane?
Rafael Soares Ferreira — Não foi uma agressão.
ZH — Mas ela está com vários ferimentos. O que aconteceu?
Ferreira — Expliquei que a qualidade da apostila havia comprometido meu desempenho. Então, a senhora (Jane) ficou agressiva. Várias vezes o segurança entrou na sala. Ela insistia que eu não tinha o perfil para o curso e que deveria desistir. Queria que eu assinasse um papel. Fiquei em pânico, tinha medo de ser agredido. Disse que queria sair e que voltaria no outro dia.
ZH — Eles o impediram de sair?
Ferreira — Sim, o segurança impediu e ela entrou no meio. Eu queria fugir, e rolamos pelo chão.
ZH — Há relatos de que você a atacou com cadeira e depois a socos. Isso aconteceu de fato?
Ferreira — Eu estava sendo agredido e sufocado. É só isso que sei. A minha grande preocupação é com a minha imagem. O que vão dizer de mim? Tenho uma vida toda pela frente.
ZH — Testemunhas disseram que você luta jiu-jitsu. É correto?
Ferreira — É um baita mal-entendido. Sou um admirador das lutas marciais, não um praticante. Na verdade, sou apenas um motorista e estou vivendo um grande pesadelo.












