O pai, Virgílio, era italiano como São Francisco de Assis. A mãe era Dolores, e espanhola como Dolores Ibárruri, aquela conhecida pelo apelido de La Pasionaria e pela frase "Nó pasarán!". A mistura resultou na ternura e na personalidade forte da filha Palmira. Palmira Gobbi, como ficou conhecida.
Pioneira na defesa dos animais aqui no Rio Grande do Sul, ela dispensava todo o carinho do mundo aos bichos – e toda a intransigência do universo aos malvados que os maltratavam. Se dependesse dela, estes últimos não passariam impunes mesmo. A carroceiros que chicoteavam os seus próprios cavalos, ela desafiava a suportar igual suplício. Apoiada pela Polícia, ou não, evitava maus-tratos e libertava as pobres e indefesas vítimas. Confiscava relhos e rebenques e promovia anualmente uma grande e didática fogueira. *Este texto foi publicado originalmente em 18/07/2012 no blog do Almanaque Gaúcho, tradicional coluna de Zero hora.
Foto: Evonir, BD, 4/10/1964
Palmira com o ecologista José Lutzenberger (C). Foto: Carlos Rodrigues, BD, 5/7/1976
Ajudou a fundar, em 1949, numa sala dos altos do Mercado Público, a Arpa (Associação Riograndense de Proteção aos Animais). Depois, conseguiu um terreno e fez uma sede na Rua Freitas e Castro, 172. Falava no rádio e onde pudesse em defesa da sua permanente luta. Nasceu em 1909, em Porto Alegre, onde hoje dá nome a uma avenida no bairro Humaitá. Morreu em 1979, deixando um legado de consciência e reconhecimento.













