Pelo tri22/11/2012 | 12h18

Além do título, Vettel e Alonso brigam por recorde no GP do Brasil

Quem levar o título de F-1 será o tricampeão mais jovem da história da categoria

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Além do título, Vettel e Alonso brigam por recorde no GP do Brasil Orlando Kissner/AFP
Fernando Alonso e Sebastian Vettel posam ao lado de Michael Schumacher, que se despedirá da categoria em Interlagos Foto: Orlando Kissner / AFP

Um campeonato que começou com sete vencedores diferentes nos primeiros sete Grandes Prêmios tinha tudo mesmo para ser decidido na etapa final. E assim será. No próximo domingo, em Interlagos, o alemão Sebastian Vettel, de 25 anos, e o espanhol Fernando Alonso, de 31, decidirão quem será o sexto tricampeão da historia da Fórmula-1. Eles lutam também para saber quem será o mais jovem a ostentar três títulos no currículo. A marca pertencia a Ayrton Senna, que tinha 31 anos e 227 dias quando conquistou seu tricampeonato. No domingo, Alonso terá 31 anos e 146 dias na corrida em Interlagos.

Os números jogam a favor de Vettel: com 13 pontos de vantagem sobre Alonso (273 a 260), o alemão desembarca no Brasil com 89,9% de chances de ficar com o título. Chegando entre os quatro primeiros, liquidará a fatura sem precisar se importar com o que fará o espanhol. Se não conseguir, ainda conta com várias combinações que lhe são favoráveis (veja abaixo).

Apesar de a matemática estar contra, Alonso não jogou a toalha em nenhum momento. Sempre ao fim de cada corrida nesta reta final fez questão de incentivar o time e passar pensamentos positivos.

— É lógico que Sebastian está em uma posição melhor do que a nossa. Mas claro que temos de estar orgulhosos de chegar ao Brasil com chances de sermos campeões. Faremos o nosso melhor e lutaremos até o fim — disse Alonso, que chegou a liderar o Mundial no meio da temporada.

Para Vettel, a conquista do título no Brasil fará com que iguale lendas do automobilismo. Desde a criação da Fórmula-1, em 1950, apenas Juan Manuel Fangio e Schumacher venceram três Mundiais consecutivos. De fato, seria um feito e tanto o do alemão. Mas ele sabe que a vantagem que tem pode não significar muita coisa. Em seu primeiro título, em 2010, chegou a etapa decisiva em Abu Dhabi em terceiro na tabela e precisando de um “milagre” para ser campeão. Na ocasião, tinha 15 pontos de desvantagem para Alonso e sete para o companheiro Mark Webber, que era o vice-líder. Venceu nos Emirados Árabes e foi campeão.

Além desta experiência, Vettel tem mais um trunfo a favor: a Red Bull venceu os três últimos Grandes Prêmios do Brasil. Mesmo com “tudo a favor”, o alemão é cauteloso.

— Tudo pode acontecer. Estamos neste jogo há muito tempo e sabemos o quão rápido as coisas podem mudar. Temos de entrar nesta prova focados e determinados. Gosto muito da pista de Interlagos e nosso carro se adapta bem ao circuito.

A matemática para o título:

Para Vettel ser campeão
— Chegando entre os quatro primeiros, leva o título sem depender do resultado de Alonso;
— Chegando em quinto, sexto ou sétimo, Alonso não pode ganhar a corrida;
— Se for oitavo ou nono, Alonso pode terminar no máximo na terceira colocação;
— Se for décimo ou não pontuar, Alonso pode chegar no máximo na quarta posição.
— Qualquer empate na pontuação final favorece Vettel, que possui duas vitórias a mais do que Alonso.

Para Alonso ser campeão
— Se ganhar a prova, Vettel pode chegar no máximo na quinta colocação;
— Se for segundo, Vettel pode chegar no máximo na oitava colocação;
— Se for terceiro, o alemão precisa chegar na décima colocação ou não entrar na zona de pontuação.

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