Cerimônia23/02/2014 | 16h33

Descontração e ironia no encerramento dos Jogos de Inverno em Sochi

Competição brincou com erros da abertura e lembrou ícones da cultura russa com muito humor

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Descontração e ironia no encerramento dos Jogos de Inverno em Sochi ANDREJ ISAKOVIC/AFP
Mascotes dos Jogos de Inverno fazem evolução durante a cerimônia de encerramento em Sochi Foto: ANDREJ ISAKOVIC / AFP

A descontração deu o tom na Cerimônia de Encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi neste domingo, no Estádio Olímpico de Fisht. A Rússia preparou um evento leve e se baseou, principalmente, em seus valores culturais.

Logo na primeira parte da Cerimônia, uma brincadeira com o erro no evento de abertura, quando na representação dos aros olímpicos um deles não abriu. Desta vez, 700 bailarinos vestidos com roupas prateadas bailaram e, ao final, se dividiram formando os aros.

Para a surpresa de todos, um dos aros foi representado como se estivesse fechado igual à Cerimônia de Abertura. Em seguida, feita a brincadeira, os bailarinos o desfizeram e se conectaram aos demais.

Sob aplausos, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi recebido no estádio. Entoa-se o hino russo e tem início a entrada das bandeiras e dos atletas na Cerimônia, sob forte aplauso do público.

O fim do desfile dos atletas foi a senha para a premiação no estádio olímpico das provas equivalentes à maratona nos Jogos de Verão. Primeiro, a disputa feminina dos 30 km massa do cross-country, que teve um pódio norueguês: ouro para Marit Bjoergen, prata para Therese Johaug e bronze para Stoermer Kristin.

Em seguida, uma nova histeria no público. Na prova masculina dos 50 km cross-country, o pódio foi todo ele russo, com a vitória de Alexander Legkov, seguido por Maxim Vilegzhanin e Ilia Chernousov.

Concluída a premiação, o espetáculo entrou em sua fase cultural. Alusões à mestres da pintura russa, como a de Vasili Kandinskly, e à música com uma performance ao piano de Denis Matsuev, acompanhado por outros 62 pianistas, que encenavam auxiliá-lo.

Após a música, a dança. As tradicionais companhias de balé Bolshoi e Mariinsky se uniram em um corpo formado por oito solistas e 48 bailarinos, que dançaram ao som de "Shceherazade", composição de Nikolai Rimsky-Korsakov.

A literatura russa não foi esquecida. E o trabalho de escritores como Chekhov, Dostoyevsky e Tolstoy foram encenados. Assim como a magia do circo, uma das principais identidades culturais da Rússia.

A saída dos artistas de circo deu início ao fim do espetáculo. Os representantes de PyeongChang, sede dos próximos Jogos de Inverno de 2018, receberam a bandeira Olímpica e a cidade coreana fez uma apresentação por oito minutos.

– Passamos uma mensagem de paz, tolerância e respeito – disse o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, ao discursar sobre o sucesso dos Jogos de Sochi.

Por fim, a chama Olímpica foi apagada, as mascotes se despediram, aconteceu a queima de fogos e o Estádio Olímpico Fisht se transformou no palco de uma grande festa ao som do DJ Kto, que concluiu a Cerimônia de Encerramento de Sochi.

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