O corte de árvores para a duplicação da Avenida Edvaldo Pereira Paiva, em frente à Usina do Gasômetro, levou mais de 100 pessoas a uma audiência pública na sede do Ministério Público (MP), em Porto Alegre, na tarde desta terça-feira.
Na oportunidade, os promotores de Justiça Alexandre Saltz e Fábio Sbarbellotto reforçaram que o debate sobre o tema deve ser técnico e que o MP está atento para a legalidade da obra.
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Mobilizados por redes sociais, alguns moradores subiram em árvores para evitar a retirada da vegetação da Praça Júlio de Mesquita, no dia 6 de fevereiro. A Prefeitura, que já havia derrubado algumas árvores, suspendeu o trabalho e prometeu ampliar os esclarecimentos à população para voltar aos cortes nos próximos dias.
A Prefeitura justifica a intervenção, considerada necessária para a duplicação da avenida, uma das obras viárias para a Copa de 2014, lembrando que serão cortadas mais árvores de espécies exóticas e, em compensação, 400 mudas de espécies nativas serão plantadas em bairros próximos ao trajeto da avenida.
Na audiência pública, o biólogo da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) João Roberto Meira explicou quais espécies de árvores serão retiradas e a arquiteta da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) Carla Meinecke apresentou os detalhes que envolvem o projeto viário em debate.
Foi deliberado que o projeto viário será disponibilizado fisicamente e também por meio eletrônico para o acesso da população. No MP, tramitam dois expedientes que apuram o corte das árvores — um na Promotoria do Meio Ambiente e outro na Promotoria Urbanística.
Participaram da audiência o Secretário Municipal do Meio Ambiente, Luiz Fernando Záchia, o Secretário de Gestão e Acompanhamento Estratégico, Urbano Schimitt, vereadores da Capital e diversos ambientalistas, representantes de ONGs e entidades da sociedade civil.








