Gre-Nal por Paixão23/11/2012 | 12h53

Paulo Paixão: "Estou focado nos jogos que temos com o Figueirense e com o Inter"

Preparador físico nega contato do Inter, mas deixa em aberto a possibilidade de deixar o Grêmio no ano que vem

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Paulo Paixão: "Estou focado nos jogos que temos com o Figueirense e com o Inter" Fernando Gomes/Agência RBS/
Atual preparador físico do Grêmio, Paulo Paixão está na mira do Inter para 2013 Foto: Fernando Gomes/Agência RBS

Foco na vaga para a Libertadores como vice-campeão brasileiro. No Figueirense e no Inter — as duas últimas partidas do campeonato nacional. E no compromisso que tem com o Grêmio até o dia 30 de janeiro de 2013. Entretanto, após o dia 2 de dezembro, quando o Gre-Nal derradeiro do Olímpico encerrar a participação do time de Vanderlei Luxemburgo no Brasileirão, as coisas podem mudar.

O Inter demonstra interesse em resgatar do rival o preparador físico campeão da Libertadores e do Mundial de 2006. Espera a contratação do novo técnico — Dunga é o mais cotado — para investir em Paixão. Até o momento, não houve contato.

— Está tudo na condicional, é tudo "se" neste momento. Agora, estou feliz pelo que ocorreu com o Vanderlei (a renovação do contrato do técnico gremista pelos próximos dois anos. A partir do dia 2, é outra questão. Daí conversaremos — apontou Paulo Paixão a respeito da renovação com o Grêmio ou sobre a possibilidade de deixar o Estádio Olímpico.

Zero Hora conversou com Paulo Paixão na manhã desta sexta-feira. Confira o bate-papo:

Zero Hora — O senhor está em uma situação cômoda para definir seu futuro, professor Paixão.

Paulo Paixão — Não penso nisso, agora. Estou focado nos dois jogos que temos com o Figueirense e com o Inter. Tenho compromisso com o clube e neste momento nem tem como pensar em ficar ou sair. Até porque, tem a Libertadores e a possibilidade de conseguirmos essa vaga diretamente (se ficar em segundo lugar no Brasileirão). Se estivesse pensando em outro clube estaria mentindo para mim mesmo e, depois, para o profissional que me deu oportunidade de trabalhar com ele.

ZH — O que faria o senhor trocar de clube?

Paixão — Pesa o desafio em uma forma geral. Os objetivos alcançados (os títulos) vão se fazendo ao longo da jornada. O desafio são as novas pessoas, os novos comandados. Os títulos também são desafios, mas estão no contexto. Se o clube foi campeão da libertadores e vai buscar um mundial, é contexto. Minha personalidade não é aquela de chegar em uma academia e ver o aluno todo dia, o mesmo aluno. Quero caras novas, pessoas novas.

ZH — A questão financeira seria um atrativo?

Paixão — Não tem questão de dinheiro, não vivo por isso. Gosto de viver novas emoções. Ainda choro quando vejo uma pessoa recebendo uma homenagem. Quando ganho, choro. Eu sou assim.

ZH — Ainda não houve contato para renovação com o Grêmio, então?

Paixão — O Vanderlei é o chefe da comissão técnica, agora ele renovou. Está tudo na hora certa, como tem de ser. Nunca o auxiliar tem de renovar antes do treinador. Sempre tem de ter a hierarquia.

ZH — E o Inter, lhe procurou?

Paixão — O profissional tem de deixar legado. Se o Inter me ligou, deixei legado. Se o Fluminense me ligou, deixei legado. O pessoal (os dirigentes do Inter) é inteligente. Sabe que a gente está focado, não entraria em contato de forma alguma.

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