Não sou Mãe Diná para prever quem vai ganhar o Gre-Nal. Ainda mais em um contexto como o do próximo domingo, tão cheio de ingredientes emocionais, oferecidos pela despedida do Olímpico.
Só que não gosto de muro nestas horas. Confio na inteligência dos leitores para identificar com nitidez a diferença entre apontar um favorito e afirmar quem será o vencedor. Favoritos ganham (a Espanha, na Copa de 2010 e na Euro deste ano) e perdem (Holanda na Copa de 1974, o Barça contra a Chelsea na Liga dos Campeões).
Mas um sempre chega melhor do que o outro em grandes jogos e clássicos.
Raras vezes a igualdade de momento é tão espessa que nos impede de apontar um favorito. Para este Gre-Nal, claramente quem está nesta situação de superioridade é o Grêmio. E nem é preciso citar como argumentos a rodada de ontem ou a diferença de 19 pontos na tabela.
A superioridade está no treinador.
O técnico do Inter é o iniciante Osmar Loss, um interino que nunca se sobressai quando é chamado. O do Grêmio é o consagrado Luxemburgo. O Inter do técnico iniciante pode até vencer, como tantas vezes o não-favorito venceu, mas o favorito do Gre-Nal é o Grêmio do treinador consagrado.








