Conheça as histórias de Leonardo Rodrigues, Luiz Ezekiel Prauke Baptista, Roberto Badermann Rebechi e Pedro Rios, vencedores do Peneirinha Gillette no Rio Grande do Sul.
Na cara do gol

Foto: Natália Leal
Natália Leal
natalia.leal@zerohora.com.br
Quando Leonardo Rodrigues ficou sabendo que o pai tinha feito sua inscrição na Peneirinha Gillette, a primeira reação foi de susto.
_ Eu disse que não queria ir, porque fiquei com medo de não ganhar _ conta o menino, aos 9 anos, gel no cabelo e chuteira no pé.
Mesmo com o receio, Léo foi. A seletiva em São Leopoldo tinha quase mil meninos na categoria dele. E Léo ficou entre os 15 que passaram à final em Porto Alegre. No Colégio Farroupilha, durante a escolha dos quatro vencedores, os pais, Letícia Lucchese e Vainon Rodrigues, estiveram presentes, assim como o irmão, Bruno, que também quer ser jogador de futebol.
_ Eu estava de aniversário no domingo. O Léo ser campeão da Peneirinha foi o meu presente _ relata a mãe, só orgulho do pequeno.
Léo está no 3º ano, gosta de brincar com os dois cachorros que a família cria e com os amigos na escola. Na volta pro colégio depois de ser campeão, todos queriam saber quando ele viaja para o laboratório de duas semanas em um clube de ponta na Europa. Inspirado por Messi, o pequeno meia sonha com o dia que será jogador profissional para fazer o que mais gosta _ e não é gol.
_ Eu gosto de deixar o cara na frente do gol. É muito melhor que eu mesmo fazer o gol. Sair driblando todo mundo não adianta nada. É bem mais legal jogar para o grupo _ afirma, orgulhoso e ansioso com o que vem por aí.
Com que roupa eu vou?

Foto: Matheus Beck
Matheus Beck
matheus.beck@zerohora.com.br
O destino de Luiz Ezekiel Prauke Baptista, 9 anos, foi decidido em três dias. No último domingo, ele foi um dos quatro escolhidos na Peneirinha Gillette para um período de 15 dias de testes em um clube europeu. No dia seguinte, calçou as chuteiras para treinar na escolinha do Inter, o Genoma Colorado, onde está há três anos. E, na terça-feira, fez um teste no Grêmio após convite recebido na semana anterior por ter se destacado em um torneio em Novo Hamburgo.
Quase uma década de entrega ao futebol definida em menos de uma semana. Este é o sentimento do menino nascido em Santa Cruz do Sul e criado sobre as pedras dos terrenos baldios em Canoas. O fã de D'Alessandro e Kléber Gladiador ainda não sabe qual camisa irá vestir. Pela influência da mãe, seria o manto rubro. Pelo pai, trabalhador da Arena e gremista _ de quem Luiz Ezekiel herdou o time do coração _, seria o uniforme tricolor. Pelo futuro dele e da família, quaisquer cores de um time do Velho Continente. Certeza, ele só tem uma:
_ O meu futuro é ser jogador de futebol.
Entre a bola e os livros

Foto: Miro de Souza
Álisson Coelho
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Roberto gosta de pegar a bola na meia direita. Com toques rápidos e precisos, corta para o meio e bate com a perna esquerda que, como ele diz, "é a perna boa". A habilidade do adolescente de 12 anos chamou a atenção dos avaliadores da Peneirinha Gillette, e fez de Roberto um dos vencedores.
Morador de Taquara, no Vale do Paranhana, Roberto Badermann Rebechi já tem um currículo no futebol: jogou por dois anos no Inter, onde atuava na lateral esquerda, e já foi campeão de diversos torneios, dentre eles, o Campeonato Gaúcho. A distância entre Taquara e Porto Alegre, no entanto, dificultou a continuidade no Inter.
_ Era um menino e acabava passando horas na estrada para poder ir aos treinos. Se tornou pesado _ conta o pai, Paulo Roberto Rebechi.
Hoje empresário, Rebechi é ex-jogador de futebol. Nos anos 80 atuou em clubes como Juventude, Caxias e Criciúma. Do pai, e do irmão mais velho, o adolescente recebe o incentivo para seguir no futebol.
_ Todos me ajudam muito. Minha família toda, a minha avó, todos me dão muito apoio _ conta Roberto.
Se do pai vem a influência do gosto pelos gramados, da mãe vem o incentivo para os estudos. Professora, Ana Cristina Badermann acompanha de perto o desempenho do filho na sala de aula. Agora, o adolescente se prepara para aproveitar as oportunidades que serão proporcionadas por ser um dos quatro vencedores da Peneirinha Gillette.
_ Estou contando os dias para a viagem para a Europa. Quero aproveitar essa chance _ afirma Roberto.
Sonho de pai e filho realizado

Foto: Ronald Mendes
Rogério Giaretta Jr.
rogério.giaretta@diariosm.com.br
Tão logo foi anunciado como um dos quatro escolhidos na final da Peneirinha, Pedro Rios, 13 anos, saiu comemorando ao encontro do grande incentivador:
_ Ó pai, Deus é bom, a gente conseguiu _ disse ele, enquanto abraçava Márcio Rios, 34 anos.
A disciplina é apenas um dos conceitos que o garoto segue enquanto aguarda a profissionalização: treina diariamente. Foi em Santa Maria que ele se preparou para a peneira, e, agora, vive os momentos de expectativa que antecedem a viagem à Europa.
_ Estão falando que vou conhecer o Real Madri, mas eu queria fosse o Barcelona, que é o melhor time do mundo _ afirma Pedro, acompanhado de um enorme sorriso.
Há sete anos, o pequeno craque deu os primeiros dribles nas quadras de futsal. A habilidade rendeu um convite para atuar no campo, onde ele é destaque.
_ Ele sempre se destacou, tanto que, em algumas partidas, defendeu o time em categorias acima da dele_ revela Roberto Ruy, presidente do Novo Horizonte, e que apelidou o menino de Biro-Biro, pela semelhança dos cabelos que ele tinha com o ídolo corintiano da década de 80.
Assim que Pedro terminas as aulas na 7ª série, irá se mudar para Porto Alegre, para jogar na escolinha do Inter.
_A partir do momento que o sonho dele é esse, passa a ser meu também. Sei da dificuldade que é ser um jogador de futebol, mas posso garantir que, todas as características para ser um, o Pedro tem _ aposta o pai, Pedro Rios.







