No sufoco19/09/2012 | 23h57

Com pênalti no último minuto, Brasil vence a Argentina por 2 a 1

Seleção jogou pouco em Goiânia, torcida chamou Mano de burro e pediu Felipão

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Com pênalti no último minuto, Brasil vence a Argentina por 2 a 1 Victor R. Caivano/AP
De pênalti, Neymar garante vitória para o Brasil Foto: Victor R. Caivano / AP

O Superclássico das Américas não honrou seu nome. Brasil e Argentina fizeram um jogo fraco na noite desta quarta-feira, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia. Pelo futebol que as equipes demonstraram, o mais justo talvez fosse um empate em 0 a 0, mas com gol de pênalti de Neymar, aos 48 minutos do segundo tempo, a Seleção venceu por 2 a 1 e abafou as vaias. 

Quando o jogo estava 1 a 1, a torcida se irritou. Pediu a saída do técnico Mano Menezes e chegou a gritar o nome de Felipão. No dia 3 de outubro, as equipes voltam a se enfrentar, desta vez em Resistencia. Com a vitória na primeira partida, e não há saldo qualificado, um empate garante a conquista da taça para o Brasil.

Com o estádio lotado, a torcida cantou, entusiasmada, o Hino Nacional. Antes da bola rolar, gritos de apoio a Luis Fabiano — o centroavante da Copa de 2010 voltava à Seleção. Mas a alegria dos goianos durou pouco. Brasil e Argentina não honraram a tradição de um clássico quente, de futebol com qualidade. Armada no esquema 3-5-2, a equipe de Alejandro Sabella se preocupava mais em marcar, e nisto tinha êxito. O ovacionado Luis Fabiano não tinha espaços, assim como a estrela santista Neymar, discretíssimo em campo.

Apesar de jogarem juntos no São Paulo, Jadson e Lucas não conseguiam ser os articuladores que a Seleção precisava. Lateral pela direita, Lucas Marques apareceu mais do que o ex-gremista Fábio Santos, pouco acionado na esquerda. E quando acionado, protagonizou um cruzamento bizarro.

Aos 19 minutos, após tocar bola de pé em pé, a Argentina construiu a primeira boa jogada da partida. E com ela, abriu o placar. O corintiano Martinez recebeu na área, teve espaço para dominar e, de perna esquerda, mandou às redes. O goleiro Jefferson nem se mexeu. Mesmo jogando pouco, o Brasil não demorou a empatar. Aos 25, Neymar cobrou falta e o volante artilheiro Paulinho, em posição irregular, desviou para o gol.

Mas as dificuldades da equipe de Mano Menezes seguiam as mesmas, pouca criatividade no meio-campo e laterais que não chegavam à linha de fundo. O são-paulino Lucas só apareceu quando deu uma boa arrancadas, daquelas que costuma fazer no Morumbi — mas a jogada terminou em um passe errado. Pelo lado argentino, com a disposição de sempre para marcar, o colorado Guiñazu era um dos destaques.  

O Brasil voltou sem mudanças para a etapa final, inclusive na qualidade do futebol. Mostrando lentidão, o time nacional era facilmente marcado. Aos poucos, a Argentina, comandada pelo experiente Maxi Rodríguez, foi se soltando.

Preocupado com o rendimento da equipe, Mano colocou Thiago Neves e Leandro Damião nas vagas dos são-paulinos Jadson e Luis Fabiano. E o centroavante do Inter mostrou serviço logo após entrar. Depois de um chute dele, Paulinho ficou com a sobra e concluiu para o gol, mas o árbitro anulou, pois o corintiano estava impedido.

Quando o jogo chegou à marca dos 30 minutos, a paciência do torcedor acabou, e o que se viu foi uma onda de protestos. O técnico brasileiro foi chamado de burro. Depois, os gritos foram de "Felipão" e "Adeus Mano". O último lance acabou decretando a vitória da Seleção Brasileira. Em lance confuso, o árbitro marcou penalidade após cruzamento na área argentina.

Neymar bateu no ângulo esquerdo e garantiu a vitória e um pouco de tranquilidade para Mano Menezes.
 
Superclássico das Américas — 19/9/2012
 
BRASIL
Jefferson;
Lucas Marques
Dedé
Réver
Fábio Santos
Ralf
Paulinho
Lucas (Wellington Nem)
Jadson (Thiago Neves)
Neymar;
Luis Fabiano (Leandro Damião)
Técnico: Mano Menezes
 
ARGENTINA
Ustari;
Lisandro López
Sebá Domínguez
Desábato;
Peruzzi
Guiñazu
Maxi Rodríguez
Braña
Clemente Rodríguez
Juan Martínez (Somoza)
Barcos (Funes Mori)
 
Técnico: Alejandro Sabella
 
Gols: Martínez (A), aos 19 minutos; Paulinho (B), aos 25 do primeiro tempo, Neymar (B), aos 48 minutos do segundo tempo;
Cartões amarelos: Paulinho e Neymar (B), Desábato(A)
Público: 37.871 (34.537 pagantes). Renda: R$ 2.760.000,00
Arbitragem: Carlos Amarilla, auxiliado por Rodney Aquino e Carlos Cáceres (trio Fifa do Paraguai).
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia.
 
PRÓXIMO JOGO — SUPERCLÁSSICO
Dia 3/10 - Argentina x Brasil

Comentar esta matéria Comentários (5)

Denizard

Imagina se tivesse o MESSI!!! e outros!!

20/09/2012 | 15h20 Denunciar

ricardo

É inacreditável. Desde a transmissão televisiva, passando pelas resenhas dos jornais, simplesmente sumiu o nome daquele que sofreu o pênalti da virada: Damião.

20/09/2012 | 12h06 Denunciar

Eliseu

Se o zagueiro não fizesse pênalte, Damião sairia na cara do gol. Portanto, mérito para o Damião, bem mais produtivo que o L. Fabiano, apesar de a bola não chegar ao atacante em passes qualificados. Gol de pênalte o Newmar faz na Seleção, mas pouco mais do que isso!

20/09/2012 | 11h07 Denunciar

Enio

Porque culpar o Mano? pois nao temos mais talento na Selecao. Ronaldinho!

20/09/2012 | 10h42 Denunciar

luiz fernando

Um bando de pipoqueiro Neymar e cia ltda.Pegaram um juiz casado com uma brasileira deu no que deu!1 gol impedido e outro arrumado nos descontos..QUE VERGONHA pensaram que estavam jogando com a China??? Isto que era a baba da argentina..

20/09/2012 | 03h24 Denunciar

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