O advogado José Buitrago, 40 anos, estava com a mulher e os dois filhos em sua casa ontem à noite, em Bogotá, na Colômbia. Na noite anterior, como árbitro de Deportivo Quito x Inter, pela Libertadores, ele protagonizou uma das grandes lambanças dos últimos anos na arbitragem sul-americana.
Buitrago marcou o pênalti de Abbondanzieri em Pirchio sem ver que havia ocorrido o contrário, falta do atacante sobre o goleiro. Por telefone, o árbitro conversou com ZH e explicou o erro porque um jogador passara na sua frente no momento do lance. Confira trechos:
Zero Hora Como o senhor avalia a atuação na quinta-feira?
José Buitrago Foi boa partida, apenas houve a situação do pênalti. Falamos com o assistente, que me deu um melhor panorama, e não caímos em erro maior.
ZH A visão estava prejudicada naquele momento?
Buitrago Sim, um
jogador do Deportivo Quito cruzou a minha frente.
ZH O que os jogadores do Inter
disseram?
Buitrago Eles não foram grosseiros. Apenas reclamaram normalmente, sobretudo o senhor Abbondanzieri. Não foram ostensivos, por isso se tomou a decisão de voltar atrás.
ZH Abbondanzieri foi decisivo para o senhor ouvir o auxiliar?
Buitrago Sim, foi de alto nível e sua experiência ajudou. Ele insistiu: Consulta, consulta, consulta o assistente. Então, decidi ouvir o assistente para ter o panorama do lance.
ZH O que o senhor lembra do lance?
Buitrago Houve o choque, caiu o jogador do Deportivo e ali interpretei como pênalti. Felizmente, o assistente me disse que não houve pênalti.
ZH O senhor teme que a Conmebol o afaste da competição?
Buitrago Quem resolve é a comissão de árbitros da Conmebol. Estou tranquilo.
ZH
Os dirigentes do Quito o procuraram depois?
Buitrago Não, mas aceitaram e foram conscientes do que foi a decisão do lance
do pênalti.
ZH O senhor já tinha passado por um episódio de reverter um pênalti na sua carreira de árbitro?
Buitrago Foi um caso fortuito de uma partida, mas assim como aconteceu acabou sendo melhor. Porque eu evitei um erro mais grave.











