08/02/2010 | 18h46

Novelletto desabafa: É um momento triste do futebol gaúcho

Presidente da FGF não acredita mais em acordo com o Sindicato

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Novelletto desabafa: É um momento triste do futebol gaúcho Adriana Franciosi/
Determinação da Justiça desagrada a Novelletto Foto: Adriana Franciosi

O presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF) lamentou a liminar concedida nesta segunda pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em favor do Sindicado dos Atletas do Rio Grande do Sul. A partir de agora, as partidas marcadas para horários entre 18h e 19h30min serão realizadas apenas se a temperatura for inferior aos 35º.

– Infelizmente é um momento muito triste do futebol gaúcho – desabafou o dirigente, em entrevista à Rádio Gaúcha.

Novelletto não acredita mais em um acordo com o Sindicato dos Atletas, que nesta questão era representado pelo advogado Décio Neuhaus. Havia uma reunião marcada para esta segunda, mas, com a liminar, ela acabou não acontecendo. O juiz do TRT Rafael da Silva Marques atendeu parcialmente ao pedido da entidade. A ideia inicial era abolir jogos entre 18h e 19h30min independente da temperatura.

– Não houve acordo. O café que ele (Décio Neuhaus) estava me devendo, ele vai me pagar amanhã. Agora não está mais na alçada do Chico Novelletto e do Dr. Décio. Agora está na mão de um juiz – afirmou.

O dirigente criticou duramente a decisão. Ele lembrou que a Segundona está suspensa, pois grande parte dos estádios que recebem jogos pela competição não possuem iluminação para jogos à noite. Ainda falou sobre as dificuldades que esta causaria às transmissões de televisão, devido à indefinição de horários.

– Está havendo muito zelo com os jogadores. É uma imagem não muito boa que nós, gaúchos, estamos passando para o centro do País. A repercussão já é muito grande – lamentou.

Árbitros precisam de qualificação

O presidente do Sindicato dos Árbitros do Rio Grande do Sul, Ciro Camargo, lembrou que os árbitros precisam de qualificação para aferir a temperatura antes dos jogos. Como a decisão é inédita, não consta dentro do quadro de árbitros do Rio Grande do Sul alguém especializado no assunto.

– Tenho certeza de que nenhum de nós está habilitado e qualificado para aferir temperatura. Teríamos de tomar ciência, levar esta determinação do excelentíssimo juiz ao nosso departamento jurídico, porque assim, sem conhecer nada, fica difícil dar uma opinião – afirmou.

Ciro não se mostrou totalmente antipático à decisão. Até porque, segundo ele, não é apenas a saúde dos jogadores que está em jogo.

– Temos de cuidar, porque o futebol atual mostra que o árbitro corre mais, inclusive, que a maioria dos atletas.

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