Depois de perder para o Brasil no basquete masculino, no vôlei e no futebol, a Argentina imaginava que pelo menos no desafio de basquete feminino a história pudesse ser diferente. Mas, pelo o que se viu no primeiro dos dois jogos entre as equipes — 65 a 50 para as brasileiras —, a antiga rivalidade parece ter se transformado em freguesia nos últimos tempos. Nesta segunda-feira as duas equipes voltam a se enfrentar, no ginásio Poliesportivo José Corrêa, em Barueri. Será mais um teste preparatório para a Copa América/ Pré-Mundial, que acontece de 23 a 27 de setembro, em Mato Grosso.
Um dos pontos positivos apontados pelo técnico Paulo Bassul no primeiro jogo foi o bom rendimento nas assistências (22 do Brasil contra sete da Argentina). A armadora Adrianinha Pinto e ala-armadora Palmira Marçal, ambas com seis assistências, foram os destaques da partida nesse fundamento. As duas garantem que a tendência é jogar ainda melhor no segundo confronto.
— O grupo está começando a se soltar. Ainda estamos cometendo erros importantes de finalização, mas as jogadas estão saindo conforme treinamos e o número de assistências foi maior do que o de bolas perdidas, o que é bom — comentou Adrianinha.
— Foi um bom teste. O time foi bem na defesa, mas faltou mais precisão no ataque. Conseguimos trabalhar bem a bola e o rendimento não caiu com as substituições — complementou Palmira Marçal.
Enquanto o Brasil procura aperfeiçoar seu ataque, a Argentina está preocupada com a defesa. Segundo a armadora Sandra Pavon, é difícil marcar as velozes jogadoras brasileiras:
— Temos que marcar com mais eficiência para diminuir o volume do contra-ataque brasileiro. Isso passa principalmente por melhorar o nosso rebote defensivo e os bloqueios. Defendendo com mais pressão, podemos dificultar o jogo das brasileiras e fazer funcionar o nosso contra-ataque.













