Mais uma vez o filho de dona Alice sai na frente. Cansado de esperar uma ação mais impositiva da intelligenza nacional, o tricampeão de Roland Garros colocou a mão na massa e partiu para o ataque. E marcou mais um ace em busca do desenvolvimento do tênis nacional. Com a realização da Semana Guga Kuerten, a partir deste domingo, o manezinho da Ilha dá exemplo e mostra indicativos de como é possível, com idéias e atitudes, desenvolver e criar uma cultura da modalidade no país.
E não é à toa a data de início das atividades da Semana Guga Kuerten. Coincide com a final do Grand Slam na França, um ano após o ex-número 1 do mundo anunciar sua saída do circuito profissional e a intenção de trabalhar para o desenvolvimento do tênis brasileiro. E o evento nasceu com esse objetivo.
— A Semana é um laboratório com todos os segmentos envolvidos no tênis, com o objetivo de proporcionar a troca de informações — define Guga.
A preocupação de Kuerten em envolver a sociedade, e, principalmente, as pessoas que não estão diretamente ligadas ao esporte, gerou a diversidade de atrativos, criados para garantir a abrangência de público.
Assim, ações foram idealizadas com a finalidade de oportunizar a participação popular. Ao todo, o evento conta com três miniquadras de play+stay fixas e outras itinerantes pela cidade, com a intenção de dar oportunidade de experimentar a prática do tênis de forma lúdica. Essa, inclusive, foi uma das reivindicações do tricampeão do Aberto da França durante o planejamento da Semana Guga Kuerten, que prossegue até o próximo dia 14.
Um outro diferencial do evento consiste na qualificação técnica. E, nesse sentido, estão programadas clínicas com Larri Passos, Jaime Oncins e uma palestra com Nuno Cobra. Há, também, a capacitação para professores de tênis, outra preocupação de Gustavo Kuerten:
— O Brasil precisa ter seu próprio método para ensinar tênis.
Mas o tenista, que permaneceu por 43 semanas no topo do ranking mundial, também tem o foco no caráter competitivo. Por isso, a realização da Copa Guga Kuerten Infanto-Juvenil, com pontuação máxima no ranking brasileiro, e a participação de seiscentos atletas de 12 a 18 anos. O torneio tem o aval da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) e da Federação Catarinense (FCT).
Chance de ver a final de Roland Garros com o ídolo
Neste domingo, pela primeira vez Gustavo Kuerten vai acompanhar a final de Roland Garros à distância, depois de treze anos participando do torneio. Guga vai assistir ao jogo na avenida Beira-Mar Norte, a partir das 10h, junto ao público que o acompanhou durante a trajetória que lhe rendeu vinte títulos da ATP em simples.
Além de assistir à partida final, Guga vai interagir com o público, jogando tênis na miniquadra montada no local.
Mas a emoção maior está reservada para o próximo sábado, dia 13, no encerramento do evento. Um jogo-exibição entre o rival na decisão do primeiro título de Roland Garros, em 1997, o espanhol Sergi Bruguera. Ao todo, estarão em quadra cinco títulos do aberto francês: dois de Bruguera e três de Gustavo Kuerten.
Comissão de olímpicos vai prestigiar o evento
A Comissão de Atletas Olímpicos, criada no início do ano pelo Comitê Olímpico Brasileiro, realizará a primeira reunião na próxima sexta-feira, dia 12, em Florianópolis.
Integrante do grupo, Guga será o anfitrião do encontro, que terá a presença de Affonso "Doda" de Miranda, César Cielo, Daiane dos Santos, Giovane Gavio, Gustavo Borges, Hugo Hoyama, Hortência Marcari, Isabel Clark, Janeth Arcain, Marcelo Ferreira, Marta Vieira, Natália Falavigna, Robert Scheidt, Robson Caetano, Rogério Sampaio, Sandra Pires e Vanderlei Cordeiro de Lima, além do presidente da comissão, Bernard Rajzman.













