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10/10/2008 | 06h54

Grêmio gastará mais de 30 horas em aviões até o fim do Brasileiro

Serão cinco jogos fora de casa até o dia 7 de dezembro

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Grêmio gastará mais de 30 horas em aviões até o fim do Brasileiro Vinícius Rebello /
Jogadores do Grêmio enfrentarão maratona de viagens até o fim do campeonato Foto: Vinícius Rebello

De volta ao topo do Brasileirão, o Grêmio prepara-se para a reta final. Dos cinco principais candidatos ao título (os outros são Palmeiras, Cruzeiro, Flamengo e São Paulo), o time de Celso Roth é aquele que mais viajará pelo país até 7 de dezembro, dia da última rodada. São cinco jogos fora de casa, contra Portuguesa, Cruzeiro, Palmeiras, Vitória e Ipatinga.

A rotina de aeroportos já está nos planos da comissão técnica. Para enfrentar Cruzeiro, Vitória e Ipatinga - nas viagens mais longas -, a delegação deverá embarcar até dois dias antes da partida para ter tempo para treinar e descansar já no local do jogo.

Os trabalhos para esta última etapa de Brasileirão já começaram. Após os 10 dias de concentração absoluta, os jogadores ganharão um fim de semana inteiro de folga. Depois, a partir de segunda-feira, não haverá alterações de treinos nem na preparação física - como uma espécie de pré-temporada antes dos jogos finais. O primeiro compromisso será contra a Portuguesa, no dia 19.

– Além dos treinos, a principal preparação para essas viagens e esses jogos decisivos será o fim de semana de folga. Os jogadores precisam descansar agora e curtir a família. Cabeça é tudo nesta hora – disse o preparador físico Flávio de Oliveira, que garantiu: 

– Mesmo com o desgaste dos deslocamentos, os jogadores chegarão a dezembro na ponta dos cascos – salientou.

Para Réver, 1m91cm de altura e dono de pernas longas, as viagens de avião costumam ser dramáticas. Com espaço reduzido entre os bancos, a turma dos grandões não encontra a posição certa para viajar.

– Meus joelhos ficam esmagados nos aviões. Eu, Pereirão, Victor, Morales, Willian Thiego e Fernandão (segurança) sempre pedimos para trocar de lugar com quem sentou na saída de emergência. Tem mais espaço – revelou o zagueiro.

Além do “problema de joelho” nos vôos, Réver lembra que o maior desgaste costuma ser o da sala de espera em aeroportos. Quando Porto Alegre amanhece com neblina, então, é certeza de cansaço devido ao atraso na decolagem.

– Estas viagens serão um desafio a mais para nós. Até neste aspecto o momento é de superação – afirmou.

Com 1m79cm, os joelhos de Rafael Carioca não sofrem nas viagens. Ainda assim, o volante ressalta que após embarques e desembarques costuma passar por sessões de “auto-alongamento”.

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