05/09/2008 | 22h17

Projeto Arena do Grêmio entra na reta final

Questões mais complicadas para a concretização da obra já foram superadas

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Projeto Arena do Grêmio entra na reta final Ricardo Duarte/
Projeto da Arena do Grêmio Foto: Ricardo Duarte

O Projeto Arena do Grêmio, que prevê a construção de um estádio para o clube com base nos padrões exigidos pela Fifa, está na reta final. Segundo o vice-presidente Eduardo Antonini, as questões mais complicadas antes da assinatura final do contrato com a construtora OAS já foram superados:

– No dia 15 do mês passado recebemos uma proposta definitiva da OAS. Esta proposta contém todos os documentos que o Conselho do Grêmio achou importante. Da parte que cabia à diretoria do Grêmio já está quase tudo processado. As questões mais difíceis, que eram a definição final do projeto, a questão da área, já estão muito bem encaminhadas. Na prefeitura vamos ter na terça-feira a última questão desta primeira etapa, que são as aprovações dos índices necessários para as duas construções – na área do olímpico e também no Humaitá – disse Antoninni, que projeta para, no máximo, 60 dias a aprovação por parte do Conselho do contrato.

A Arena deve ter uma capacidade para 53 mil cadeiras. Mas em uma área atrás do gol, os assentos poderão ser removidos para que a Geral do Grêmio possa realizar a "Avalanche". A lotação ficaria perto dos 60 mil lugares.

– A gente sabe que o tamanho da torcida do Grêmio. Procuramos aumentar em quase 20% a capacidade original que o projeto previa. A gente tá planejando um estádio que será um atrativo por si só, com bares, estacionamento, shopping center, hotel e muitos outros atrativos – disse Eduardo Antoninni.

O dirigente gremista revelou que o clube saiu ganhando com o afastamento da TBZ do consórcio que irá gerir a obra da Arena. As empresas não chegaram a um consenso sobre a instituição que irá garantir financeiramente o novo estádio, já que os portugueses exigiam que o Banco Ifisa fosse o escolhido para dar as garantias bancárias exigidas pelo Conselho gremista:

– Os portugueses eram sócios do Banco Ifisa, que tinha obrigatoriamente que garantir o projeto. A OAS entendeu, e o Grêmio concorda com isto, que o Banco Ifisa não tem porte suficiente para garantir financeiramente a obra. Saímos ganhando, pois o Banco Santander é um banco de muito mais forte.

Caso o Grêmio necessite utilizar as garantias bancárias que o Banco Santander irá fornecer, cerca de R$ 300 milhões serão destinados para que outra construtora termine a obra:

– É um modelo usado em grandes obras. O banco Santander financia obras desta envergadura ou até maiores que esta. Isto nos dá tranqüilidade para dizer que a proposta ficou ainda melhor do que era originalmente. Os parceiros são mais recomendados e poderemos mostrar isto aos conselheiros – encerrou Antoninni.

RÁDIO GAÚCHA E CLICRBS

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