Libertadores20/02/2013 | 21h42

Pelo grupo do Grêmio, Caracas vence o Huachipato no Chile por 3 a 1

Resultado ajuda a equipe gaúcha, que havia perdido para os chilenos na estreia, na Arena, semana passada

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Na província de Concepción, Chile, um resultado que pode ajudar o Grêmio a se recuperar depois da derrota para o Huachipato, semana passada, na Arena. Pelo Grupo 8 da Libertadores, os chilenos foram derrotados pelo Caracas, por 3 a 1, em uma partida tecnicamente interessante, bem jogada e com diversas chances de gol.

MINUTO A MINUTO: Relembre os lances do jogo disputado no Chile

Cure abriu o placar para os venezuelanos com um chute de fora da área, aos 13 minutos. No final do primeiro tempo, já aos 47, Peña ampliou. O mesmo Peña marcou um golaço no início da etapa final, aos oito minutos. E Aceval, de cabeça, descontou para o Huachipato, aos 19.

Com esse placar, Caracas, Huachipato e Fluminense — que, em breve, encara o Grêmio, no Engenhão — somam três pontos. O time gaúcho precisa vencer para embolar de vez a disputa.

Primeiro tempo

Se quem parou para assistir a Huachipato x Caracas pensou que o jogo seria morno, ou frio, protagonizado por duas equipes inexpressivas da América do Sul, enganou-se. A partida começou quente. Logo a um minuto, o time chileno teve um gol bem anulado após Rodríguez, impedido, aproveitar rebote do goleiro Baroja.

Sessenta segundos depois, o Huachipato quase abriu o placar mais uma vez, e novamente com Rodríguez, que cabeceou para fora. A pressão resultou em um escanteio e em uma boa troca de passes, logo apaziguada pelos venezuelanos, que se reorganizaram, fecharam o meio, brecaram as investidas dos chilenos e arrancaram para o ataque com precisão.

Aos 13 minutos, o gol. Após longo lançamento da defesa, Cure deixou a bola quicar e emendou um chutaço, da entrada da área, no canto direito de Veloso: 1 a 0 para o Caracas. Aos 24 e aos 26, o empate não veio por pouco. Primeiro, com Sandoval, que arrematou forte, da intermediária, e a esfera passou ao lado da trave esquerda de Baroja. Depois, o goleiro venezuelano fez um milagre ao se esticar para defender uma cabeçada fortíssima, à queima-roupa, de Rodríguez.

Após a defesa de Baroja, o Caracas partiu no contra-ataque e Meza dominou para desferir um chute potente, reto, direto, que encontrou o travessão e a linha da goleira defendida por Veloso. No fim, o meio-campo melhor organizado — e com marcação bastante eficiente — levou a melhor: aos 47 minutos, Peña recebeu cruzamento rasteiro da direita e concluiu com precisão: 2 a 0 para o Caracas.

Segundo tempo

Com a necessidade de reverter o placar — ou pelo menos buscar o empate —, o técnico chileno Jorge Peliicer promoveu os ingressos de Aceval e Llaños nos lugares de Labrín e Sandoval, respectivamente. Mas, taticamente, a partida pouco mudou. Na verdade, continuou com o Caracas mais organizado, melhor distribuído no meio, marcando com veemência e trocando passes com firmeza e precisão.

Prova disso é que, aos oito minutos, a vantagem, que já era boa, virou goleada: de novo, com Peña. Ele foi assistido na entrada da área e arriscou o chute por cobertura, o que se transformou em um golaço: 3 a 0.

A partir daí, a pressão desenfreada do Huachipato constratou até o final da partida com a administração plena do resultado por parte dos venezuelanos, que se concentravam em arriscar apenas em contra-ataques — pelo menos três tentativas pararam no último homem chileno.

Aos 19 minutos, a falta sofrida por Rodríguez, na ponta direita, teve a bola alçada para a área. De cabeça, Aceval desviou para diminuir para o Huachipato: 3 a 1.

Entre escanteios e faltas próximas da área, a equipe chilena buscou descontar ainda mais. Chegasse ao 2 a 3, poderia complicar a situação do Caracas — até então tranquila — no final do jogo. O que não aconteceu. A pressão não teve força e nem organização. Ocorreu na base dos cruzamentos diretamente da intermediária. E assim, com vitória dos visitantes, terminou o embate. Bom para o Grêmio, que, se derrotar o Fluminense, embola de vez o Grupo 8.

FICHA TÉCNICA

Copa Libertadores — Grupo 8 — 20 de fevereiro de 2013 — 2ª rodada

Huachipato - 1
Veloso; Contreras, Labrín (Llaños, intervalo), Muñoz e Crovetto; Yedro, Sandoval (Aceval, intervalo), Reynero (Núñez, 32'/1ºT) e Arrué; Falcone e Rodríguez. Técnico: Jorge Peliicer.

Caracas - 3
Baroja; Carabalí, Peraza, Sánchez e Quijaba; Guerra, Jiménez, Peña (Hinestroza, 44'/2ºT) e Otero; Cure (Farías, 36'/2ºT) e Febles (Meza, 28'/2ºT). Técnico: Ceferino Bencomo.

Gols: Cure (Caracas, 13'/1ºT) e Peña (Caracas, 47'/1ºT e 8'/2ºT); Aceval (19'/2ºT)

Arbitragem: Raúl Orosco, auxiliado por Efrain Castro e Arol Valda (trio boliviano)

Cartões vermelhos: -

Cartões amarelos: Labrín, Llaños e Falcone (Huachipato); Febles (Caracas)

Local: Estádio Municipal de Talcahuano, Concepción, Chile

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