Novo comandante17/12/2013 | 16h17Atualizada em 17/12/2013 | 18h33

Abel Braga é apresentado e aposta em Rafael Moura: "Vai render"

Treinador foi apresentado na tarde desta terça e fará sua sexta passagem pelo clube

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Abel Braga é apresentado e aposta em Rafael Moura: "Vai render" Mauro Vieira/
Foto: Mauro Vieira

No dia em que a conquista do Mundial completa sete anos, Abel Braga foi novamente apresentado como treinador do Inter. De volta ao clube em sua sexta passagem, o técnico falou sobre sua relação com o clube.

– Isso é uma marca eterna. Começou muito cedo, eu com 36 anos, em 88, e continua perdurando. Isso é sinônimo de total identificação, de lealdade, honestidade, aí você consegue criar dentro de uma instituição tão grande, forte e tão dimensionada como o Internacional, uma relação humana exemplar. Com certeza eu sei que, juntamente com muitos, sou uma peça muito pequena na engrenagem e que muito aqui se conquistou. Mas, se não houvesse uma relação total de confiança, integridade, transparência, eu não estaria aqui hoje. Volto para uma casa que jamais deixará de ser minha. Mesmo estando distante, eu jamais deixei de me preocupar com o Inter.

Questionado sobre o aproveitamento de Rafael Moura no grupo colorado de 2014, Abel foi direto e reafirmou sua aposta no atacante para a próxima temporada:

– Comigo ele vai render. É um jogador leal, que eu tenho admiração, carinho e um respeito muito grande. E ele sabe disso e sabe o quanto ele será cobrado. Eu sei a responsabilidade que eu estou assumindo em relação a ele, com torcida, imprensa e a direção. É um jogador que eu confio plenamente e espero que dê a alegria que não deu no ano passado.

Abel traz consigo Leomir de Souza (auxiliar técnico), Cristiano Nunes e Marcelo Chirol (preparadores físicos), Marquinhos (preparador de goleiros) e Fábio Moreno (observador).

Confira alguns trechos da entrevista coletiva do novo técnico do Inter

Sobre Edinho
"Edinho venceu tudo comigo, voltamos a conquistar mais dois títulos ano passado no Fluminense, sei que não vai ficar lá pelo término de contrato, e se tiver a oportunidade de trabalhar com ele novamente, será um grande prazer. Quando jogava aqui, ele era vaiado quando colocava ele em campo, depois de algum tempo a torcida gritava: "Edinho guerreiro""

Falando de Paulão, cogitado como novo reforço
"Acompanhei pouco o início do campeonato mineiro, mas por ter jogado no Cruzeiro, tenho amigos lá, e as informações foram muito boas. depois perdeu a titularidade para o Dedé, não ficou satisfeito, nem deve, mas dentro do limite de tolerância aceitável, mas me informei até mesmo com jogadores que trabalharam comigo, mas não foi jogador que eu indiquei, mas confiei pela opinião que me deram em relação ao atleta, se fechar, será bem-vindo"

Saída de Damião, insatisfação de atletas e avaliando a base
"Rhayner dificilmente, pois temos jogadores que vão voltar, que tem qualidades que eu gosto. Exemplo do Sasha, do Lucas Lima.Sobre a insatisfação de algum jogador isso aqui é um clube democrático, se o jogador não tiver contente, eu não vou garantir a ele a titularidade, vou assinar o contrato de um ano. Não me preocupo em assinar o contrato com o Inter, se eu mostrar bom trabalho e quiserem renovar, vai acontecer. O jogador é a mesma coisa, ele tem que mostrar. Eu não gostaria que o Damião saísse, o Jô que está fazendo bom trabalho, para mim não é melhor que o Damião"

Vestiário indignado
"Gosto disso (vestiário pegando fogo), grande experiência que tive foi no Vasco em 2000, com Edmundo e Romário sem se falarem. um fez 24 gols o outro 27, foi maravilhos — disse em tom de brincadeira. Teve no Fluminense, com a história do Sheik, mas ali o grupo ficou muito forte. Estávamos lá embaixo e paramos em terceiro, com vaga na Libertadores. Enfim, vestiário ruim não ganha nada, não chega a lugar algum, mas também não quero vestiário de freira, não gosto dessas coisas. A coisa que tenha me marcado aqui, foi o Gre-Nal do século, não posso dizer o que fiz no intervalo do jogo. Então não quero mocinha, se tiver que dar porrada lá dentro, vamos dar, mas não pode sair de lá"

Willians e planejamento do clube
"Hoje não abro mão do Willians, meu preparador físico já teve aqui, foi a Gramado, há muito tempo. Já foi tudo resolvido, pré-temporada vai começar com testes físicos aqui, passamos uma semana em gramado e depois voltamos para cá, que as coisas são melhores nas condições de gramado. Faremos alguns amistosos e em fevereiro colocaremos o time para jogar"

Jogadores que não estão no final de ciclo no clube
"Um é o símbolo do clube que é o Índio, gostaria que ele ficasse mais um pouco, isso é desejo, não é acerto. Eu acho que merecia aquilo que teve o Clemer, quando parar de jogar, ter um cargo no clube. O outro é o Alex, conquistou tudo, idade muito boa, tem consciência que tem que melhorar muito. Lá você passa o dia em casa no ar-condicionado e treina a noite, o grau de exigência é muito pouco. Mas ele teve tempo para se adaptar, e sabe que está muito abaixo do que pode produzir. É isso que eu vou falar para ele, é um jogador formidável. Vou falar para ele que tem que melhorar, investimento alto, jogador que decide, queremos ele de volta"

D'Alessandro
"Ele esteve num nível acima do grupo. A cobrança cai muito em cima do que os demais, creio que a declaração dele tenha sido um desabafo. Há dois anos que as coisas não ocorreram como esperado, como jogador eu gosto bastante dele, espero que tenha sido um desabafo. Eu não sou de conversar com um ou com outro, gosto de falar com o grupo, não vai cair em cima dele tudo que acontece de bom, ou de ruim. Todos terão de dividir as responsabilidades, ele pode ter certeza que vai encontrar no próximo ano. Então, espero que ele fique"

Investimento barato
"Quem deu errado nas contratações do Cruzeiro? Dagoberto voltou a jogar, Borges voltou a jogar. Temos uma garotada muito boa, vão estar mais solta pois é começo de ano, não vão estar naquela pressão que estavam, isso será melhor. Claro que estava mais acostumados com o Clemer, quera da base, mas a situação é outra. Pelo que conversamos, não vamos gastar muito. Gostaria que tivesse três ou quatro jogadores que trabalharam comigo. Muricy quer o Rafael Sóbis, mas ele é meu filho. Ele está jogando muito no Fluminense, já avisei ele que não é para assinar com ninguém. Treinador também tem seus filhos"

Comando
"Vestiário dentro e fora de campo eu tomo conta, carrego ele nos ombros. Não pode cair tudo em cima de um jogador. Não vai ser assim, garanto"

Chegada ao clube e necessidade de título
"Teria vindo de qualquer maneira (mesmo rebaixado). Clubes como Inter, grêmio, Flamengo e Vasco, em qualquer coisa que entram, tem que ganhar. O que houve em 2006, foi exatamente aquilo que planejamos, nós fizemos. Não consigo alcançar bem a dimensão, penso muito nisso. Ano passado fizemos a mesma coisa no Fluminense, por acaso ocorreu bem no estadual, não mudamos nada do nosso planejamento, joguei seis partidas com meninos e suplentes, colocava os reservas, fizemos uma Libertadores fantástica, jogamos sem diversos jogadores, e depois o título brasileiro. Projetamos aquilo, não fugimos. Em 2006, se tivéssemos ganhado o Campeonato Gaúcho, seríamos penta, não sei aquilo poderia mascarar ou não o ano. A direção não mudou aquilo que pensamos, que era ganhar a Libertadores, nunca falamos em Mundial. Aquilo foi fundamental. Agora entraremos para ganhar o estadual, mas não vamos mascarar para ganhar o título brasileiro. Claro que vai me servir um tempo muito mais hábil do que podemos encontrar ou não. Na minha cabeça tenho um time. Mas se me ligarem amanhã me falando que confirmaram um ou outro, já tenho time na cabeça, mas não quer dizer que vai ser o ideal. De repente a solução está em casa. Mascarar não pode, o Inter precisa ganhar uma competição nacional. Não pode descer, demorou muito tempo para crescer e agora não pode estacionar"

Goleiros
"Eu acho que o que aquilo que for feito em respeito a saída, eu não opino, na entrada eu opino. O Muriel terminou o ano bem, o colega me deu os números que o Inter sofreu, se não me engano nas últimas partidas não sofreu gols. Então naquelas partidas não sofrer gols era o mais importante, para não cair. Se vocês falar do Jefferson ou Diego Cavalieri, você está falando de jogadores de seleção, então são bem-vindos. Mas se você me falar em prioridade, não sei te falar. O treinador de goleiro que tenho no clube que eu trabalho sempre começa a trabalhar uma hora antes. Esse meu treinador de goleiro, conseguiu colocar um cara com 120 quilos na seleção do país dele. Com Muriel e Alisson a tendência é ter uma evolução. Nós precisamos ter dois bons goleiros"

Relembre as passagens de Abel pelo Inter:



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