Presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Gaúcha de Futebol, Luiz Fernando Moreira, mostrou-se surpreso ao tomar conhecimento das declarações de Dunga após a expulsão em Caxias do Sul. Moreira lembrou que a Comissão se reúne a cada 15 dias e que jamais o comportamento do técnico à beira do gramado mereceu um capítulo especial dos ex-árbitros José Mocelin, Alexandre Barreto, Luiz Cunha Martins e Leonel Pandolfo - que compõem o grupo.
— Não faz parte da conduta da Comissão perseguir treinadores ou jogadores. Estamos há nove anos juntos e não vamos entrar nessa. O Dunga estava de cabeça quente. Depois, na coletiva, ele falou em um tom bem mais equilibrado — disse Moreira.
Responsável pela arbitragem do Gauchão, Luiz Fernando Moreira não assistiu ao jogo. Esteve responsável por São Luiz e Caxias, no sábado, e somente hoje, durante a reunião ordinária da Comissão, ele analisará a partida do Centenário. Moreira voltou a negar a "marcação" alegada por Dunga, mas comentou que o técnico do Inter já havia sido advertido nos dois Gre-Nais da Taça Piratini:
— Analisaremos amanhã a arbitragem do jogo do Inter. Não posso dizer se Dunga foi bem expulso ou não. Mas lembro que nos clássicos ele foi repreendido, primeiro pelo Fabrício Neves Correa (em Erechim), depois pelo Jean Pierre (em Caxias do Sul) — disse.
Luiz Fernando Moreira entende que Dunga não desrespeitou a arbitragem. Se houvesse ofensa, ele poderia sofrer com alguma medida mais forte dos árbitros, seja no campo esportivo ou até mesmo na Justiça.
— Não haverá representação contra o Dunga. O futebol tem uma linguagem própria. Se tivesse sido caracterizada alguma ofensa, aí, sim, certamente tomaríamos uma atitude — concluiu Moreira.













