Imaginem que a decisão de Ijuí foi transmitida ao vivo para a França, Portugal, Canadá, Japão, Estados Unidos, Chile, Uruguai, enfim, para 17 países ao todo.
Devem ter estranhado as condições do gramado. Ou devem ter se surpreendidos com as imagens dos torcedores empoleirados sobre o muro de três metros de altura atrás de uma das goleiras. Assim é a final de turno do Gauchão, em um estádio cuja capacidade total representa o equivalente a um dos menores setores do Stade de France, por exemplo.
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Os franceses por certo não teriam futebol para jogar em um gramado em que, bastaram 10 minutos de jogo, logo mostrou sua base de terra vermelha típica da região Noroeste, a geologia que garante a soja na lavoura. Os nacos de grama graúda foram revoltas pelas chuteiras de trava alta dos dois finalistas.
Em pouco tempo, a camiseta branca do São Luiz se tornou marrom. Mas os europeus, japoneses, canadenses e americanos talvez tenham achado simpático o barulho da torcida, com a movimentação dos joão-bobos em um cenário alegre.
Os uruguaios viram Forlán e os europeus viram um gol de Leandro Damião.













