Amigos, amigos...01/03/2013 | 18h18

Ídolos do Inter, Winck e Dunga se reencontram na semifinal da Taça Piratini

Ex-jogadores, que atuaram juntos na década de 80, falam sobre o adversário deste domingo

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Ídolos do Inter, Winck e Dunga se reencontram na semifinal da Taça Piratini Arquivo Pessoal/
Winck e Dunga (em destaque) atuaram juntos nos anos 80 Foto: Arquivo Pessoal

Quando entrarem em campo, domingo, no Estádio Centenário, Luís Carlos Coelho Winck e Carlos Caetano Bledorn Verri deixarão de lado as lembranças nos anos 1980  para escrever a história de Inter e Esportivo na Taça Piratini. O lateral ou o volante, de um grupo que marcou história no Beira-Rio, chegará à final do primeiro turno do Gauchão, em Caxias.

– Vai ser legal encontrá-lo do outro lado. Quero que ele se dê bem no Inter. Mas não contra o Esportivo – resume Winck.

– Fico feliz que ele voltou a trabalhar no Rio Grande. Está fazendo um bom trabalho – aponta Verri.

Luís e Carlos foram criados na base do Inter. Winck ficou conhecido como um dos principais laterais-direitos que já vestiram a camisa vermelha. Defendeu a posição com desenvoltura, velocidade, força de marcação e boa chegada à linha de fundo. Seus cruzamentos certeiros e a imposição ao lado da zaga renderam-lhe convocações para a Seleção Brasileira e a conquista de duas medalhas de prata na Olimpíada (1984 e 1988). Carlos Caetano ganhou fama com a camisa vermelha chamado por outro nome: Dunga. O apelido dado pelo tio, alusivo ao anão da história da Branca de Neve, marcou era. A Era Dunga. Que mudou o estilo do futebol brasileiro nas Copas de 1990, 1994 e 1998.

– Passamos uma época muito boa aqui no Inter. Era uma época muito alegre, o futebol era diferente – resume Dunga.

– Nunca conversamos sobre o fato de sermos treinadores. Acho que nem tínhamos ideia de seguir nesta área – recorda Winck.

Trinta anos se passaram desde que Winck e Dunga defenderam as cores do Inter, como jogadores, e venceram os Campeonatos Gaúchos de 1983 e 1984. À frente de Esportivo e Inter, agora como técnicos, buscam a primeira final de Estadual. O ex-lateral chega gabaritado pela campanha convincente na Divisão de Acesso do ano passado e em ascensão na Taça Piratini. O ex-volante aproveita o embalo da classificação sobre o Grêmio e a repetição de uma equipe ainda em formação.

A avaliação de Winck é que o Esportivo pode surpreender:

– Sabemos que o Inter é o favorito, mas estamos bem na competição. Se o Inter nos der uma brecha, iremos avançar. Queremos subir degrau a degrau.

Dunga sobre Winck
"Está fazendo um bom trabalho. Fico feliz que ele esteja trabalhando no futebol do Rio Grande do Sul. Naquela época a gente só pensava em jogar e se divertir. Lógico que tinha o sonho de chegar ao profissional, mas não tinha essa coisa blindada."

Winck sobre Dunga
"Ele tem o estilo clássico do futebol. Cada um faz sua função, cumpre seu papel na equipe. Eu prefiro que o jogador seja versátil, troque de funções em meio à partida. Gosto de jogadores polivalentes."


A carreira enquanto jogadores do Inter
Luís Carlos Winck foi cinco vezes campeão Gaúcho: 1981, 1982, 1983, 1984 e 1991 e vice-campeão olímpico representando a Seleção Brasileira em 1984 e 1988.

Dunga venceu duas vezes o Campeonato Gaúcho: 1983 e 1984. Também esteve na olimpíada de Los Angeles, em 1984, quando conquistou a medalha de prata pela Seleção.

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