Novo Hamburgo quer ser a casa do Inter no Brasileirão. Na quinta-feira, quase 5 mil colorados foram ao Estádio do Vale assistir à vitória sobre o São Luiz, segunda partida do time de Dunga no Vale do Sinos nesta temporada. Ainda que o presidente Giovanni Luigi demonstre resistência — e pareça uma voz isolada, por vezes —, o Novo Hamburgo tem um plano para receber os colorados enquanto o Beira-Rio estiver em obras.
Para tirar o Inter de Caxias e trazê-lo para apenas 40 minutos de ônibus de Porto Alegre, o Novo Hamburgo pode construir arquibancadas na lateral do gramado e atrás das goleiras. Isso aumentaria a capacidade do estádio dos atuais 7 mil lugares oficiais para 15 mil — o mínimo exigido pela CBF para jogos do Brasileirão.
A obra poderia ter início imediato e levaria cerca de 60 dias. O Novo Hamburgo contaria com a largada tardia do Brasileirão, além da paralisação do campeonato entre 15 e 30 de junho, para a Copa das Confederações, para finalizar a reforma.
Ainda que Luigi assegure que o Inter permanecerá em Caxias, os próprios atletas demonstram desconforto com as viagens. Pelo acordo que tem com o clube da Serra, o Inter desembolsa R$ 100 mil mensais pela locação do Centenário. Ainda que o clube não admita, o público desapontou nas partidas contra Grêmio e Esportivo. Mesmo com 10 mil associados na região, o Gre-Nal teve 11,5 mil torcedores e o jogo contra o Esportivo, 4,6 mil. Para atuar no Vale, o Inter pagaria cerca de R$ 15 mil por partida.
— Nosso gramado é uma vantagem. O campo é preservado, uma vez que o Novo Hamburgo treina no sintético, anexo ao estádio — afirmou o presidente do clube, Carlos Duarte. — E a torcida do Inter pode vir de trensurb. A estação Santo Afonso fica a 200 metros do nosso estádio.
Mesmo que a direção colorada mantenha a postura de seguir em Caxias, nos bastidores, a informação é de que o desempenho de campo prevalecerá. Caso a equipe comece a ter problemas com o gramado do Centenário, sobretudo no inverno, e com os constantes embarques para a Serra, o clube buscará uma alternativa próxima a Porto Alegre. E é com isso que conta o Novo Hamburgo.
— A questão está com o Inter. Se eles quiserem, a gente toca a obra e recebe o clube no Brasileirão. Estamos prontos — concluiu Duarte.








