Dois goleiros, um só coração de mãe18/02/2013 | 19h05

"Não quero ver um abaixo do outro", diz mãe de Alisson e Muriel

Dona Magali fala sobre o relacionamento dos irmãos que hoje disputam a preferência no gol colorado

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"Não quero ver um abaixo do outro", diz mãe de Alisson e Muriel Arquivo Pessoal/
Pais dos goleiros (centro) reuniram a família no último Natal Foto: Arquivo Pessoal

Dona Magali Becker, a mãe dos goleiros Muriel e Alisson, vive um sentimento incomum: ver os dois filhos disputar a mesma posição, o mesmo posto de trabalho no Inter. A concorrência se acirrou depois que o caçula Alisson fechou o gol contra o Cruzeiro nesse domingo. É neste momento que o coração aperta.

— Eu só torço para que o melhor seja titular, acredito que os dois são ótimos. Se não for no Inter, que seja em um outro time. As coisas serão boas para os dois. Não quero ver um abaixo do outro, quero ver eles bem, quero que sejam titulares _ diz mãe coruja.

O fato é que surge um concorrente forte à titularidade de Muriel. Alisson impressionou pelo reflexo e pela segurança no jogo em que o adversário colocou à prova a qualidade do goleiro. Salvou quatro lances de gols e evitou a derrota do Inter em Canoas. Por esse rendimento, deve ter pulado de terceiro para segundo reserva no gol do Inter, passando Agenor para trás. 

Em casa, dona Magali diz que Alisson, 20 anos e 1m93cm, sempre viu em Muriel, 26 e 1m90cm, a referência dentro e fora de campo. Até por isso a relação entre os dois é a melhor possível, garante Dona Magali. As brigas rotineiras entre eles ficaram no passado, na infância.

— Eles sempre dividiram o quarto e são muito unidos. Tanto que o Muri (como é chamado na família), quando o Alisson nasceu, ajudou a cuidar do irmão, em tudo. A única vez que brigavam era por causa de videogame. O Alisson não gostava de perder, chegava a chorar (risos) — conta Magali.

Seu José, pai dos goleiros, faz questão de acompanhar passo a passo a carreira dos dois. Mas à distância, pela televisão. Ele garante que, assim, o sofrimento é um pouco menor.

— Ontem assisti ao jogo com o Muriel, mas em casa. Gosto de ver assim, é mais tranquilo, no estádio acho muito nervoso — explica José.

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